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Brasil não ganha ouro na ginástica, mas é aprovado no teste

Demétrio Vecchioli

11 de julho de 2015 | 17h53

A seleção brasileira masculina de ginástica artística foi aprovada no teste mais importante antes do Campeonato Mundial. Neste sábado, na disputa por equipes dos Jogos Pan-Americanos, terminou atrás dos Estados Unidos. Mas, mais importante do que isso, mostrou evolução na comparação com o Mundial do ano passado.

Os critérios para tal conclusão são óbvios. Em Nanning (China), no ano passado, o Brasil somou 263,562 pontos para ganhar uma sexta e inédita colocação na final do Mundial. No Pan, foi ainda mais longe, com 264,050 pontos. Em outubro, o Brasil precisa ficar entre os oito primeiros para se garantir nos Jogos Olímpicos do Rio.

E isso num cenário muito mais complicado do que o de 2014. A começar pelo fato de que, em Toronto, o Brasil não conta com seu atleta mais regular e que mais colabora para o desempenho por equipes, Sergio Sasaki. Também não tem Diego Hypolito, que consegue notas altas no salto e no solo. Só no solo o Brasil perdeu 2.899 pontos na comparação com a final do Mundial. Nos demais aparelhos, evoluiu.

O formato de disputa não é exatamente idêntico. No Mundial, a equipe tem seis atletas, mas só três se apresentam a cada aparelho (não existe descarte). No Pan, o time tem cinco, quatro se apresentam, mas o time pode descartar sua pior nota do aparelho.

É possível também comparar com a fase de classificação do Mundial do ano passado. Naquela etapa, a equipe tinha seis atletas, cinco se apresentaram e as quatro melhores notas foram consideradas. Se fossem três, o Brasil teria somado 265.312 pontos. 

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