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Brasil sai da Antuérpia como quinta força da ginástica masculina

Demétrio Vecchioli

07 de outubro de 2013 | 22h49

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Apesar de o ouro de Arthur Zanetti ter sido a única medalha da delegação, o Mundial da Antuérpia serve como afirmação da equipe brasileira masculina de ginástica artística. Foram outras cinco finais, com quatro atletas diferentes. O pódio pode não ter vindo, mas o Brasil se colocou como quarta força da modalidade.

Como bem observou o Brasil no Rio, o Brasil foi o quarto que mais fez finais. Se usarmos o critério do placing table, da Iaaf, que considera todas as vezes que um país chega a uma final, aferindo oito pontos ao campeão e um ao oitavo, o País seria quinto na Antuérpia, atrás de Japão, EUA (bem na frente), Grã Bretanha e China. Exatamente as quatro potências da modalidade.

Tirando Arthur Zanetti, a maior esperança de medalha era com Diego Hypolito. O veterano avançou à final do solo com a segunda melhor nota (15.600), mas errou demais na decisão. Tirou 15.366 e terminou no quinto lugar, apenas. Se repetisse o que fez nas eliminatórias, ganharia prata.

No salto, eram duas chances de medalha. Sergio Sasaki foi o melhor brasileiro, em quinto, com um salto muito bom (15.333) e outro nem tanto (14.866), o segundo pior dos 16 realizados pelos finalistas. Diego Hypolito acabou em sexto, com saltos de 14.966 e 15.133.

Nesse Mundial de especialistas (não há disputa por equipes), Pericles Silva foi o 84º no cavalo com alças, com apenas 12.600, muito abaixo dos 14.300 que fez no Mundial de Tóquio/2011. No Pan de especialistas, dois meses atrás, tirou 14.450.

Francisco Barretto competiu nas paralelas (14.500, em 41º) e na barra fixa (14.600, em 22º), melhorando em 0.200 as notas que recebeu no evento-testes olímpico, em Londres, no ano passado.

E SE? – Lucas Bitencourt somou 83.400 pontos no Sul-Americano Juvenil. Teria ido à final do individual geral na Antuérpia. Com os 15.575 que fez nas argolas no Pan de especialistas, Henrique Flores seria o quinto no Mundial. Ele treina com Zanetti.

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