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Brasil vai ao Mundial de Futebol Americano pela primeira vez, mas falha no curling

Demétrio Vecchioli

01 de fevereiro de 2015 | 01h03

O Brasil obteve, neste sábado, uma inédita classificação para o Mundial de Futebol Americano. Jogando na Cidade do Panamá, a seleção brasileira ganhou do Panamá por 26 a 14, em um jogo de nível técnico muito diferente daquele visto no futebol universitário norte-americano, por exemplo. Não há comparação com um jogo como o Super Bowl deste domingo.

O futebol americano não tem uma entidade que padronize as regras da modalidade. Por isso, há diferentes normas na comparação entre futebol americano da NFL (principal liga dos EUA/Canadá), NCAA (liga universitária) e de categorias de base. A Federação Internacional de Futebol Americano (IFAF), que organiza o Mundial, também tem suas regras específicas, ainda que o conceito do jogo seja o mesmo.

A entidade não aceita atletas profissionais e a seleção brasileira foi representada por atletas amadores que atuam em equipes nacionais. Durante o jogo contra o Panamá, em diversos momentos as equipes foram punidas por falhas raramente vistas na NFL ou mesmo na NCAA.

O Mundial de Ohio (EUA) será o quinto organizado pela IFAF, o terceiro a contar com uma equipe dos EUA – atuais bicampeões. Só Brasil e Panamá mostraram interesse em disputar as Eliminatórias do continente pan-americano. EUA, Canadá e México têm vaga por terem sido os três primeiros em 2011.

CURLING – Também neste sábado, a seleção brasileira masculina de curling perdeu a chance de disputar o Mundial da modalidade. Em Blaine (Minnesota), o Brasil perdeu mais duas vezes para os EUA, que fizeram 3 a 0 na melhor de cinco e carimbaram o passaporte para a competição.

Foi a terceira vez que o Brasil “desafiou” os EUA pela vaga do continente no Mundial. Após falhar em 2009 e 2010, a equipe foi refeita, ainda com base no Canadá (agora em Toronto) e não fez feio contra os EUA. As derrotas não chegaram a ser apertadas, mas os placares também não foram elásticos.

O Brasil até disputou o Mundial de duplas mistas, no ano passado, mas porque a competição aceita todos os países filiados à Federação Internacional. Para a competição masculina vão apenas as melhores do mundo. O Brasil chegou a propor um novo sistema de eliminatórias, para não ter que enfrentar os EUA (o Canadá tem vaga cativa), mas não foi atendido.

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