Brasil vive dia de altos e baixos em Santiago; Thiago decepciona, mas Jade vai bem
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Brasil vive dia de altos e baixos em Santiago; Thiago decepciona, mas Jade vai bem

Demétrio Vecchioli

09 de março de 2014 | 01h18

O Brasil foi cheio de altos e baixos, neste sábado, em Santiago, no primeiro dia oficial dos Jogos Sul-Americanos, que já haviam tido disputas na sexta, antes da cerimônia de abertura. Na natação, foram três medalhas de ouro, mesmo número ganho pela Venezuela. Na ginástica artística feminina, as brasileiras ocuparam o lugar mais alto do pódio nas duas disputas do dia.

Na natação, das oito provas, o Brasil ganhou apenas três, pouco demais para um país que flerta em se aproximar de potências mundiais. Neste sábado, faturou ouro com Leonardo de Deus (1min57s84), nos 200m borboleta, Larissa Oliveira (55s70), nos 100m livre, e com a equipe masculina do revezamento 4x200m (7min25s35). Thiago Pereira, que fez parte deste time, competiu antes na prova de 100m costas e terminou apenas em quarto. Fernando Pires dos Santos ficou com o bronze.

No dia, a delegação brasileira da natação ainda faturou bronze nos 200m costas com Natália de Luccas, que é recordista sul-americana da prova, nos 400m livre com Marcos Ferrari e nos 400m medley com Julia Gerotto. Nos 100m livre, Graciele Herrmann fez dobradinha com Larissa, faturando a prata. Esperava-se mais nos 100m costas (em que o Brasil esteve desfalcado de seus melhores nomes) e de Natália. Leo de Deus cansou nos 400m livre.

A ginástica teve campanha perfeita. Com Juliana Santos, Isabelle Cruz, Lorrane dos Santos, Jade Barbosa, Daniele Hypolito e Julie Kim Sinmon, o Brasil venceu por equipes, apesar de resultados medianos da maioria das atletas. No individual geral, Jade se saiu bem, mostrou-se recuperada da lesão que a tirou do Mundial, e venceu com extrema tranquilidade.

LUTA – Não há como fingir que está bom, como insiste em fazer a CBLA nas redes sociais. A luta masculina vai muito mal. O Brasil não chegou sequer a uma final na greco-romana, disputada neste sábado, e teve que se contentar com duas medalhas de bronze em seis categorias. É pouco no cenário sul-americano.

Na até 59kg, Diego Romanelli venceu um argentino, perdeu de um venezuelano, e chegou ao terceiro lugar ganhando de um chileno. Já Ronisson Santiago (85kg) garantiu o bronze com vitórias sobre atletas de Chile e Bolívia e uma derrota na semifinal para um colombiano.

Na até 75kg, como só havia cinco inscritos, foi realizado um pentagonal. Angelo Moreira acabou em quarto. Rafael Pascoa (66kg) e Antonio Santos (130kg) perderam na estreia. Davi Albino (98kg) foi à repescagem, mas ficou sem medalha.

REMO – Ridículo o resultado brasileiro. Em quatro provas, só competiu em três, ganhando uma única medalha. Fabiana Beltrame, ex-campeã mundial, foi só prata no single skiff peso leve. Chegou 4s atrás da argentina Lucia Palermo. Anderson Nocetti/Ricardo Bruggmann completou atrás de Argentina, Chile e Venezuela, sem medalha no Dois Sem, enquanto os brasileiros fecharam a raia (último lugar) no double skiff peso leve. A Argentina ganhou todos os ouros.

TRIATLO – Outra modalidade que fez muito feio. Fosse pelo ranking mundial, o Brasil deveria beliscar praticamente todas as medalhas. Só ganhou uma, de prata, com Pâmela Oliveira, que perdeu de uma chilena. Beatriz Neres foi quarta e Flávia Fernandes só a sétima. Já no masculino, Diogo Sclebin completou em quarto (atrás de dois argentinos e um chileno) e Bruno Matheus em sétimo.

HANDEBOL – Estreou com vitória no masculino, sobre a Venezuela, por 36 a 19.  Na segunda, o adversário é o Uruguai, com mais uma vitória certa do Brasil.

HIPISMO – Aqui, dentro do esperado. A equipe brasileira, com João Paulo dos Santos, João Victor Oliva, Leandro da Silva e Elisa Pio Aragão, superou com alguma forma argentinos e chilenos, seus únicos rivais.

HÓQUEI SOBRE A GRAMA – Cheio de holandeses no time, o Brasil estreou vencendo o Uruguai, por 1 a 0. Resultado importante para brigar por medalha. A Argentina deverá ficar com o ouro.

BMX – O time trial não é disputa olímpica, mas esperava-se mais. Renato Rezende ficou em segundo, superado por Carlos Zabala, da Colômbia, enquanto Miguel Dixini completou apenas na quinta colocação. No feminino, nenhuma medalha: Thaynara em quinto, Bianca em último, com algum problema.

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