Brasileiro demora a atirar em decisão e perde chance de brigar por medalha em Mundial
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Brasileiro demora a atirar em decisão e perde chance de brigar por medalha em Mundial

Brasileiro conquista um ótimo quinto lugar no Mundial, mas perde a chance de disputar o bronze

Demétrio Vecchioli

10 de setembro de 2014 | 11h44

O veterano Rodrigo Bastos, de 47 anos, perdeu, da forma mais bizarra possível, a chance de disputar uma inédita medalha no Mundial de Tiro Esportivo, que está sendo realizado em Granada (Espanha). Nesta quarta-feira, na disputa do tiro desempate por um lugar na decisão do bronze, ele demorou mais do que os 12 segundos regulamentares para atirar, discutiu com o árbitro, levou um cartão amarelo e perdeu a chance de dar o seu tiro. O rival acertou e ele foi eliminado.

Rodrigo tem 47 anos e é o grande nome do país na fossa olímpica – na prova, uma máquina dispara 125 pratos de 11 centímetros e o atirador tem que acertar o maior número deles. Foi medalhista nos Jogos Pan-Americanos de 1987 (Indianápolis) e 2003 (São Domingos). Agora, voltou à melhor forma e já havia feito final de Copa do Mundo recentemente em Tucson (EUA), ficando no sexto lugar.

Na fase eliminatória, ele foi quase perfeito. Em três dias de competição, errou só dois tiros (um no primeiro dia, outro hoje) entre 125. Por conta do erro desta quarta, teve que disputar um desempate com outros sete atletas. Nesse desempate, acertou quatro de cinco e avançou à final como o quinto melhor.

Na final, a precisão caiu. Em cinco tiros, errou dois. Depois, acertou mais 10 para chegar a 13 de 15, empatado no quarto lugar com o checo Jiri Liptak. Mais uma vez, foi para o tiro desempate. Ali, a polêmica: a demora para atirar, uma discussão com o árbitro e a proibição de atirar na primeira rodada. O checo acertou o tiro e foi para a decisão do bronze. Rodrigo ficou em quinto. No ano passado, já havia ficado em nono.

 

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