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Brasileiro protagonista melhor lance do ano no tênis de mesa

Demétrio Vecchioli

25 de janeiro de 2014 | 18h10

O brasileiro Vitor Ishiy foi protagonista do melhor lance do ano até aqui no tênis de mesa em 2014. Diante do egípcio Shady Magdy, nesta sexta, pela etapa de  Gaia (Portugal) do Circuito Mundial Juvenil, o garoto trocou 34 bolas contra o rival, a maior parte delas em posição defensiva.

O africano venceu o ponto, mas perdeu o jogo em Vilanova de Gaia. O resultado, porém, não serviu de nada ao brasileiro, que terminou como terceiro de seu grupo na fase preliminar da etapa e não avançou à chave principal, composta apenas por oito mesa-tenistas.

Já Hugo Calderano, sexto colocado no ranking mundial juvenil, vem muito bem no torneio. Venceu seus três jogos na fase de grupos e avançou à chave principal. Ali, agora de pouco, venceu Siu Hang Lam (Hong Kong), por 4 sets a 2, classificando-se para a semifinal da etapa.

Antes da etapa do Circuito Mundial, também em Gaia foi disputada a seletiva mundial para os Jogos Olímpicos da Juventude de Nanjing (China), com os quatro semifinalistas se garantindo na competição para atletas de 15 a 18 anos. Calderano, porém, perdeu exatamente no jogo de quartas de final, para Adam Szudi, da Hungria.

Calderano vai se classificar para Nanjing. No ranking mundial da categoria, ele é o sexto, único não chinês ou japonês entre os 12 primeiros (e cada país só pode levar um atleta). Como isso deve se manter em fevereiro, ele vai ficar com uma da vagas destinadas aos três melhores do ranking em fevereiro, com limitação de um por país.

Por conta desta restrição, Ishyi não deve ir a Nanjing. Entre as meninas, a vaga para o Brasil pode vir na seletiva pan-americana, quando três postos estarão em jogo. Bruna Takahashi é a melhor classificada no ranking, em 96.º.

Hoje o Brasil é uma potência no tênis de mesa juvenil, oitavo no ranking de seleções, atrás apenas dos asiáticos (China, Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Hong Kong) e de dois europeus: França e Hungria. Fica à frente de Alemanha e Suécia, por exemplo. Como comparação, no adulto o País é 17.º, apenas.

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