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Brasileiros vão a mais duas finais no Mundial de Barcelona

Demétrio Vecchioli

30 de julho de 2013 | 18h32

Joao gomes

O Brasil teve mais uma dia perfeito, nesta terça-feira, no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona. João Gomes Júnior (50m peito) e Leonardo de Deus (200m borboleta) avançaram às finais. Manuella Lyrio bateu o recorde sul-americano dos 200m livre e Felipe Lima ficou muito perto de passar a final dos 50m peito. Não há o que tirar nem pôr.

O melhor papel foi feito por João Gomes Júnior, um atleta que convive há pelo menos quatro anos com a sina de ser muito bom, mas ter resultados piores (ou ao menos fora do melhor momento) que seus companheiros de seleção brasileira/rivais na busca de índices. Passando por cima de tudo isso, como contou em ótima entrevista à Beatriz Nantes, no Esporte em Pauta, avançou à final do seu primeiro Mundial.

Fez 27s05 para passar à final com o melhor tempo da sua vida e o terceiro das semifinais. Na final desta quarta, porém, assim como foi nos 50m borboleta, vai valer não o tempo, mas a vontade/capacidade de ganhar.

“Diferente da prova dos 100m (peito, quando foi eliminado na semifinal) em que fui eufórico demais e confiante que iria fazer um show de prova, mudei minha característica e acabou dando certo. Hoje (terça) deu tudo certo e agora é colocar a cabeça no lugar para amanhã em que o tempo não importa, e sim, bater na frente. Sair bem, ter cabeça fria para fazer uma boa prova. Treinei muito para estar nos 100 e nadar abaixo do minuto. Coisa do destino, não deu, mas Deus faz o certo. Não se pode abaixar a cabeça no primeiro tombo. Caiu, tem que levantar novamente, e novamente. Um dia é da caça, outro é do caçador”, disse João Gomes, via assessoria.

Caminho contrário fez Felipe Lima, bronze nos 100m peito, mas que que terminou em nono na semifinal, com 27s48, e aparece como primeiro reserva para a prova de quarta-feira à noite. “Prova de 50m não são detalhes e acontece. Desta vez aconteceu comigo”, disse ele, que foi melhor nas eliminatórias, com 27s11. A marca o colocaria tranquilamente na final, em quinto.

Leonardo de Deus, por sua vez, não deu chances para o azar. Fez 1min56s06 nas semifinais dos 200m borboleta, melhorando em 0s46 o tempo da manhã. Avançou como sétimo melhor, sonhando com uma medalha.

“Sei que a medalha não está longe, sem o Phelps e o Matsuda, um pouco mais velho, a nova geração como eu (Leonardo nasceu em 91), o sul-africano Chad Le Clos (1992), e o americano Tom Luchsinger (1991), temos é que partir pra cima dos velhos, mesmo”, comentou o brasileiro.

A outra brasileira a nadar nesta terça-feira não passou a semifinal, mas fez sua parte. Manuella Lyrio nadou os 200m livre e bateu o recorde sul-americano com 1min59s52. A marca de Monique Ferreira (1min59s78), que durava desde 2009. Manuella não fez índice para a prova, mas pôde nadar porque já estava em Barcelona para o revezamento. Assim, foi inscrita e terminou na 22ª posição.

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