Brigando por Olimpíada, ciclista tem bikes furtadas e faz apelo
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Brigando por Olimpíada, ciclista tem bikes furtadas e faz apelo

Demétrio Vecchioli

15 de abril de 2015 | 18h44

ERIKA COM A BIKE

Representante do Brasil no mountain bike dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011 e uma das candidatas a defender o País no Rio-2016, Erika Gramiscelli está desesperada. Na última quinta-feira, sua casa em Betim (região metropolitana de Belo Horizonte) foi furtada. Os ladrões tinham alvo muito claro: o material de trabalho da ciclista de 31 anos. As três bicicletas roubadas, juntas, custam pelo menos R$ 60 mil. Isso sem contar  os outros equipamentos furtados, todos ligados ao esporte: tênis, óculos, aparelhos eletrônicos de monitoramento…

“Saí para ir para uma prova na Argentina, na quinta-feira. A menina que mora comigo chegou e a casa estava arrombada, tudo aberto. Levaram bikes, equipamentos, tudo relacionado a bicicleta”, conta Erika. Os ladrões não mexeram em mais nada. Levaram também um videogame e um notebook “que estava em cima da mesa”, conta a ciclista.

Como participava de um torneio válido para o ranking mundial na Argentina (no qual terminou em terceiro), Erika não teve furtada sua melhor bicicleta. Perdeu as duas de treino e a reserva de competições. “Só a (da marca) BMC custava, usada, pelo menos R$ 20 mil”. Era uma “BMC carbon preto fosco, rodas XT, suspensão Rock Shox, freio Avid, peças XTR”. Bicicleta especialmente montada por ela, visando brigar pela vaga olímpica.

As outras duas bikes roubadas nem a Erika pertenciam. O patrocínio da Soul garantia a ela o uso dos equipamentos em forma de comodato. Agora, ela discute com a empresa se precisa pegar pelas bicicletas que lhe foram furtadas: uma “MTB aro 29 de carbono, cor preta e laranja, rodas escritas branca da marca Easton, suspensão FOX, Guidon Easton, toda XTR” e uma “BMC carbon preto fosco, rodas XT, suspensão Rock Shox, freio Avid, peças XTR”

Uma das mais reconhecidas atletas de mountain bike do País, terceira melhor brasileira do ranking mundial, Erika acredita que suas bicicletas seriam facilmente reconhecidas no mercado. Afinal, as bikes foram especialmente montadas para ela. “Não tem para repor. A Soul disponibilizou um equipamento específico, eles entraram com esse propósito. É uma bike feita muito direta para mim, pensando na relação (conjunto de peças) que estou usando hoje. Cada peça foi muito bem bem escolhida”

As bikes podem ser vistas na página da Erika no Facebook.

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