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Campeonato Pan-Americano mostra Brasil estagnado no badminton

Demétrio Vecchioli

21 de outubro de 2014 | 02h12

No badminton, pelo menos em nível continental, o Brasil estacionou no patamar em que estava há dois anos – pouco para quem está em vias de disputar uma Olimpíada pela primeira vez. No fim de semana passado aconteceu o Pan da modalidade e a delegação brasileira voltou de Ontario, no Canadá, com uma medalha de prata e duas de bronze. Resultado muito semelhante ao do Pan passado (quatro de bronze) e ao de 2012 (uma de prata, três de bronze). Numericamente, foi até inferior.

Mais do que isso, são poucos nomes novos. Exceção às irmãs Lohaynny e Luana Vicente, de 18 e 20 anos, respectivamente, a renovação é praticamente zero. Todos os demais principais resultados deste ano vieram com os mesmos atletas que já haviam se destacado, por exemplo, no Pan de 2010: Daniel Paiola, Hugo Arthuso, Alex Tjong, Paula Pereira e Fabiana Silva. Todos os cinco chegaram pelo menos às quartas de final do torneio de quatro anos atrás. Mesmo assim, seguem atrás de Canadá e EUA (e Cuba, no caso da chave masculina de simples).

O melhor do País segue sendo Daniel Paiola, que, assim como no ano passado, perdeu de um norte-americano na semifinal, ficando com o bronze. Hoje ele é o quinto das Américas no ranking mundial (72.º no geral), mas os seis melhores estão muito próximos, numa diferença de 22 posições (do 56.º ao 78.º lugar). Alex Tjong entrou como sétimo cabeça de chave e ficou nas oitavas de final.

Por ser país sede, o Brasil tem vagas garantida na Olimpíada nas chaves masculina e feminina de simples. Uma segunda vaga no naipe é impossível. Bronze pelo segundo Pan seguido (em ambos perdeu da campeã canadense Michelle Li), Fabiana Silva é a favorita a se classificar entre as mulheres, ocupando o 58.º lugar do ranking (quarta do continente). A revelação Lohaynny Vicente está no 66.º lugar, mas foi eliminada precocemente no Pan, pela canadense que ficaria com a prata.

Lohaynny, que chegou a ser 57.ª do mundo, brilhou com sua irmã Luana na chave de duplas e conquistou uma surpreendente medalha da prata. Com apenas cinco torneios jogados (o Pan foi o sexto), elas já ocupam o 81.º lugar do ranking mundial e devem subir quando os pontos do Pan forem considerados. Recém-formada, a dupla é a melhor do País e quinta do continente. Paula Pereira, que jogava com Lohaynny, agora forma dupla com Fabiana Silva.

Fabiana deve focar na dupla mista que forma com Hugo Arthuso, hoje parceria número 52 do mundo e segunda do continente. No Pan, eles pegaram os depois campeões e ficaram na segunda rodada, assim como Alex/Lohaynny e Daniel/Paula. Por fim, nas duplas masculinas, Hugo e Alex foram surpreendidos por uma dupla da Guatemala, nas quartas de final. Os brasileiros ocupam o 95.º lugar no ranking, como sexta dupla do continente.

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