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Cazuo é eliminado e dá adeus à disputa por US$ 1 milhão

Demétrio Vecchioli

10 de janeiro de 2014 | 09h17

Durou uma partida a participação de Cazuo Matsumoto no ITTF World Tour Grand Finals, uma espécie de Torneio Masters do tênis de mesa. O brasileiro, que teve a melhor temporada de um atleta nacional neste século (senão na história), foi eliminado logo na estreia em Dubai, derrotado pelo francês Abdel-Kader Salifou em quatro sets, com 11/5, 11/7, 11/3 e 11/5.  Exceção ao europeu, todos os quadrifinalistas do torneio são asiáticos.

O Masters tem a participação dos 16 melhores jogadores da temporada 2013 no Circuito Mundial do tênis de mesa e dará um prêmio de US$ 1 milhão ao campeão. O caneteiro brasileiro venceu a etapa de Almería (Espanha) do Circuito Mundial, em janeiro, e fez história ao se tornar o primeiro latino a vencer uma etapa na Europa na história. Naquela competição, eliminou Salifou nas quartas de final.

Somando ainda uma semifinal em Santos (etapa vencida por Hugo Calderano), mas derrotas na primeira rodada em Olomouc (Rep. Checa), Spala (Polônia), Kuwait, Budapeste (Bulgária) e Velenje (Eslovênia), Cazuo ganhou 136 pontos na soma dos seus melhores resultados (100 na Espanha, 25 em Santos) e terminou o ano no 22.º lugar no ranking do Circuito Mundial.

Porém, seis atletas que foram melhor que ele não cumpriram a obrigação de disputar cinco torneios no ano, em dois continentes diferentes, e ficaram fora desse ‘Masters’ do tênis de mesa.  Melhor para Cazuo, que entrou como 16º e último classificado.

No ranking mundial, Cazuo começa o ano na 86.ª posição, atrás de Gustavo Tsuboi (78.º), mas à frente de Thiago Monteiro (141.º) e Hugo Calderano (190.º). O ranking considera também resultados como o Mundial e torneios continentais. No Sub-18, Calderano é o sexto, único não japonês ou chinês entre os 12 primeiros.

QUEM É CAZUO – Cazuo é um jogador especial no Circuito Mundial, porque é dos poucos caneteiros que restaram. Isso significa que ele segura a raquete como se segura uma caneta. O efeito prático é que o brasileiro só bate na bola com um lado da raquete (a dele é mais quadrada e só tem borracha de um lado).

A imensa maioria dos jogadores do Circuito é classista ou classineta. O classista fecha a mão para segurar a raquete, enquanto o classineta consegue variar a pegada no meio da jogada. Ambos têm mais facilidade no backhand, mas o caneteiro é muito mais agressivo, uma vez que o estilo impede a longa troca de bolas.

Essa particularidade que, para o leigo, pode parecer detalhe, é muito importante no tênis de mesa. Cazuo, que está com 28 anos, acaba se tornando um jogador que dá a impressão de ser inconstante. Consegue vencer atletas melhores ranqueados, mas cai contra jogadores que, teoricamente, são mais fracos.

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