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CBDA decide adotar ‘índices Fina’ para a natação nos Jogos do Rio

Demétrio Vecchioli

23 de setembro de 2015 | 09h54

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) ainda não oficializou, mas já definiu que irá utilizar, para a Olimpíada do Rio, os mesmos índices exigidos pela Federação Internacional de Natação (Fina). Isso significa que será mais fácil se classificar para os Jogos de 2016 do que foi para os de 2012.

A decisão, confirmada ao blog pelo diretor-executivo da CBDA, Ricardo Moura, já era esperada pelos atletas. A entidade nacional também já havia adotado os chamados “índices Fina” para definir os classificados para os Mundiais de Barcelona (2013) e Kazan (2015). Nos dois casos, a CBDA explicou que a mudança de postura se devia à “evolução técnica da natação no último ciclo olímpico”.

Em 2011, a confederação brasileira avaliava que os índices exigidos pela Fina para o Mundial de Xangai (China), naquele ano, eram fracos. Por isso, o Brasil estipulou seus próprios índices. Depois, para os Jogos de Londres, valeu o índice mais rápido entre aquele usado pela CBDA em Xangai e os da Fina para a Olimpíada.

Por conta disso, para os Jogos de Londres, o índice Fina para os 100m livre masculino, por exemplo, era 48s82. Mas a CBDA só convocaria um atleta que nadasse de 48s74 para baixo.

Ao voltar a adotar os índices da Fina, a CBDA amplia a possibilidade de uma delegação recorde da natação nos Jogos do Rio.  Nos 100m livre já citados, o índice é 48s99, por exemplo.

O que muda com relação aos critérios internacionais é que a CBDA, conforme já se sabia, só aceitará os índices feitos em dois eventos: o Torneio Open/Campeonato Brasileiro Sênior, que acontece a partir de 16 de dezembro, em Palhoça (SC), e o Troféu Maria Lenk, em abril, no Parque Olímpico da Barra, no Rio, que servirá como evento-teste da natação.

Para a Fina, os atletas que nadaram abaixo do seu índice em campeonatos como os Mundiais adulto e júnior e os Jogos Pan-Americanos já estão classificados para a Olimpíada. A CBDA, entretanto, só convocará quem atingir o índice nos dois eventos nacionais. Para Londres, eram nove torneios classificatórios aceitos pela CBDA.

Como de praxe nas Olimpíadas, cada país pode levar dois atletas por prova. Assim, se três ou mais nadadores fizerem índice, estarão no Rio os dois que tiverem os melhores tempos no Open ou no Maria Lenk.

O que também muda é que, por uma alteração no regulamento dos Jogos, os atletas que forem convocados para nadar o revezamento têm obrigatoriamente que cair na piscina na semifinal ou na final. Então se Cesar Cielo, Bruno Fratus, Marcelo Chirighini e Matheus Santana, por exemplo, forem os quatro classificados para os 50m e 100m livre, a tendência é que nenhum atleta seja convocado só para o 4x100m livre. Não adiantará ter o terceiro melhor tempo do País.

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