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CBHb promete pagar dívida e Brasil disputará Mundial de Handebol

Demétrio Vecchioli

11 de julho de 2013 | 22h44

Texto meu pra Agência Estado

A  Federação Internacional de Handebol (IHF) anunciou nesta quinta-feira que a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) se comprometeu a efetuar o pagamento da primeira parcela da sua dívida antes da realização do próximo Campeonato Mundial Júnior Masculino e, assim, irá disputar a competição que começa já no domingo, na Bósnia-Herzegovina.

“A CBHb vai pagar na Bósnia a entrada da dívida e vai reagendar seus débitos. Assim, o Brasil vai jogar os mundiais masculinos Júnior e Juvenil. O Conselho da IFH vai decidir, na sua próxima reunião (no fim do mês), a participação do Brasil nas próximas competições internacionais”, disse a entidade, em documento enviado à Agência Estado.

Há duas semanas, a Federação Internacional de Handebol havia afirmado à reportagem que o Brasil não disputaria o Mundial Júnior – o que a CBHb, na época, negou. Na ocasião, a IHF explicou que não havia chance de a seleção brasileira disputar a competição na Bósnia por conta da dívida contraída na realização do Mundial Feminino de 2011 no País. 

Naquela ocasião, a IHF informou que a situação só poderia sofrer uma reviravolta após a realização do Mundial Júnior, quando o seu conselho se reuniria. Mas a situação mudou. A CBHb, que afirmava que disputaria a competição normalmente na Bósnia, apresentou na última quarta-feira o patrocínio do Banco do Brasil, que, juntamente com os Correios, vão investir R$ 9,4 milhões no handebol de alto rendimento dentro do Plano Brasil Medalhas – iniciativa do governo federal para a Olimpíada do Rio em 2016.

A exclusão momentânea do Mundial Júnior se deu porque a CBHb não cumpriu o cronograma proposto para quitar o empréstimo de 3 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7 milhões) feito junto à própria IFH para conseguir organizar o Mundial de 2011. Na ocasião, a competição estava prevista para acontecer em Santa Catarina, que não conseguiu se preparar. São Paulo ofereceu ceder seus ginásios – a fase final foi no Ibirapuera -, mas coube à Confederação Brasileira arcar com os demais gastos.

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