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CBTE diz que atiradores sabiam dos critérios e confirma Schmits no Rio-2016

Demétrio Vecchioli

14 de setembro de 2015 | 12h54

A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) emitiu nota nesta terça-feira, em seu site oficial, para tentar encerrar a polêmica criada nos últimos dois dias sobre a vaga brasileira na prova de fossa olímpica, do tiro ao prato, nos Jogos do Rio. Dois rivais comemoraram a classificação, cada um defendendo uma interpretação do regulamento criado pela CBTE.

De acordo com a comissão técnica da seleção de tiro ao prato, a vaga ficou com Roberto Schmits, conforme publicado pela Agência Estado no sábado. Rodrigo Bastos, que foi quinto colocado no Mundial do ano passado, também festejava a vaga e sua classificação.

Ainda segundo a CBTE, em fevereiro deste ano, antes do início da corrida olímpica brasileira, uma reunião entre a CBTE e os atletas, no Clube Paranaense de Tiro, em Curitiba (PR), definiu a alteração nos critérios propostos anteriormente. À época, ficou decidido que seriam considerados os dois melhores resultados de cada atirador nas etapas de Copa do Mundo, e não mais três.

A reunião aconteceu durante a 1ª etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato, realizada em Curitiba entre 19 e 22 de fevereiro. Tanto Roberto Schmits quanto Rodrigo Bastos (que é atleta do Paraná) participaram presencialmente daquela competição. “Todos os atletas, de maneira pessoal, tiveram ciência do critério seletivo adotado pela CBTE”, assegura a entidade.

ENTENDA – A regra inicialmente decidida era que seriam considerados os pontos obtidos em três das quatro etapas da Copa do Mundo da modalidade mais o Mundial, que está sendo disputado em Lonato (Itália). A decisão daquela reunião em Curitiba, entretanto, só foi publicada em 17 de agosto no site da CBTE. Ainda assim, quase um mês antes do Mundial.

Em Lonato, Rodrigo Bastos, quinto colocado no Mundial do ano passado, acertou 109 pratos na fase de classificação (de 125 possíveis). Não somou nenhum ponto porque estes são dados a partir de 111 acertos – a cada alvo atingido acima de 110 o atirador ganha um ponto na corrida olímpica brasileira.

Roberto Schmits foi melhor e acertou 115 pratos, obtendo cinco pontos. Como já tinha 15, foi a 20, enquanto que Rodrigo Bastos permaneceu com 18. O paranaense, que foi Top 10 dos dois últimos Mundiais, contesta essa decisão. Para ele, devem ser somados os resultados das três etapas de Copa do Mundo das quais participou e do Mundial. Nesta conta, ele tem um ponto a mais do que Roberto. “Foi por pouco, mas a vaga é minha”, escreveu no Facebook.

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