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CBV restringe acesso a Bolsa Pódio e põe seis duplas na briga por 2016

Demétrio Vecchioli

09 de fevereiro de 2015 | 14h00

Maria Clara/Carol, Elize Maia/Josi, Álvaro Filho/Vitor Felipe, Bruno/Hevaldo. Nenhuma das quatro duplas que chegou à final da etapa de João Pessoa (PB) do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, domingo, está na briga por uma medalha nos Jogos do Rio/2016. Pelo menos esse é o entendimento de uma comissão formada por Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Comitê Olímpico do Brasil (COB) e ministério do Esporte.

Sem alarde, o grupo decidiu restringir o acesso das duplas brasileiras ao Plano Brasil Medalhas, do governo federal. Com isso, apenas 12 atletas têm direito a receber o Bolsa Pódio. Nove foram contemplados em lista publicada quinta-feira passada no Diário Oficial da União. Larissa, Juliana e Ágatha, de acordo com a CBV, tiveram problemas na entrega da documentação e vão entrar na lista aguardada para março. Há um ano, eram 15 beneficiados (Juliana seria a 16.ª, mas estava brigada com a CBV).

Assim, terão acesso aos benefícios do Plano Brasil Medalhas (bolsa, salário para comissão técnica, ajuda com viagens e material) apenas três duplas no masculino e três no feminino. São elas: Ricardo/Emanuel, Alison/Bruno Schmidt, Pedro Solberg/Evandro, Larissa/Talita, Juliana/Maria Elisa e Ágatha/Bárbara Seixas.

Pelo que a CBV definiu, junto com os jogadores, a melhor dupla brasileira no Circuito Mundial desta temporada (contando apenas os Grand Slam e Mundial), em cada naipe, estará na Olimpíada. A segunda vaga ficará com uma dupla definida pela CBV, mas a indicação deverá ser técnica – a segunda melhor do ranking, a não ser em caso de anormalidade (lesão, mudança de dupla).

Chama a atenção, principalmente, a decisão de não incluir Maria Clara/Carol, que não teve um bom segundo semestre no Circuito Mundial/2014, mas vem muito bem no Circuito Brasileiro, ocupando o segundo lugar no ranking. Como estão no 13.º do ranking mundial (dentro do critério do top2o), teriam direito à Bolsa.

No masculino, Pedro Solberg/Evandro é uma dupla recém-montada, assim como é Álvaro Filho/Vitor Felipe (houve inversão de parceiros). Mesmo assim, uma entrou e a outra não.

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