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Com quatro recordes pessoais, Chinin se supera e termina em sexto no Mundial

Demétrio Vecchioli

11 de agosto de 2013 | 19h20

Chinin

Cento e vinte e quatro pontos afastaram Carlos Chinin de uma medalha no Mundial de Atletismo de Moscou, neste domingo. O brasileiro, recordista sul-americano, brigou pela terceira colocação até a última prova, os 1.500m, em que ficou longe de fazer o seu melhor, sentindo o cansaço. De qualquer forma, o sexto lugar dá muitos motivos para sonhar com uma medalha nos Jogos do Rio/2016. E Chinin já até falou em ouro após competir no Estádio Olímpico de Moscou.

Das 10 provas do decatlo, em seis Chinin fez seu melhor resultado este ano. Mais do que isso: em quatro fez no Mundial a melhor pontuação da sua vida. Demonstração de que está numa crescente e tende a chegar ainda mais forte para 2016.

Motivado, Chinin começou o Mundial com recorde nos 100m: 10s78, melhor 0s03 do que já havia feito este ano. Na sequência, marcou 7,54m no salto em distância. Por um mero centímetro não fez o melhor salto da temporada. Mas no arremesso de peso, não foi tão bem, com 14,49m, bem aquém dos 15,28m que tinha como melhor marca da temporada. Só aí deixou de ganhar cerca de 50 pontos.

Também no sábado, o brasileiro foi mal no salto em altura. Acostumado a saltar acima de 2 metros, não passou de 1,96m. Repetisse os 2,04m que tem como melhor marca da temporada, receberia 70 pontos a mais, pelo menos. Para fechar o primeiro dia, foi o último colocado da série mais forte dos 400m, com 48s80. Seu recorde pessoal, deste ano, era 48s18. A diferença vale uns 20 pontos.

No domingo o desempenho foi bem melhor. Começou com recorde pessoal nos 110m com barreiras: 14s05, melhora de 0s03. Seguiu com melhor marca da temporada no disco: 45,84m ante 45,56m que havia feito em junho. No salto com vara, novamente recorde pessoal: 5,10m, ganhando 10 centímetros. Depois, no dardo, o lançamento de 59,98m também foi o melhor da carreira de Chinin.

O problema é que Chinin chegou cansado à prova final, os 1.500m. Em quinto, ele precisava completar cerca de 10s à frente do canadense Damian Warner para tirar-lhe o bronze. Isso numa prova em que o brasileiro costuma ser melhor que o rival.

Mas Chinin, que chegou a completar a prova em 4min30s76 em junho deste ano, foi seis segundos mais lento em Moscou. O canadense, por sua vez, fez o melhor tempo da temporada e garantiu o pódio.

Em resumo, ficaram faltando os pontos do arremesso de peso, do salto em altura e nos 400m, além, é claro, dos 1.500m. Condição ele tinha de conquistar a medalha. Não foi desta vez, mas o desempenho foi empolgante.

“Depois de um ano treinando com o Edemar Santos e com o Oleg Ruev (especialista ucraniano consultor da CBAt), acho que evoluí muito, mas isto é só o começo”, disse Chinin. “Melhorei a ponto de bater o recorde sul-americano e hoje ficar entre os top 10 do mundo”, continuou o decatlet, que ficou a cinco pontos do recorde sul-americano.

“Nos 1.500 m estava sentindo muita dor, senão podia ter feito mais pontos até”, disse. “Mas preciso ficar entre os três melhores do Ranking Mundial em várias temporadas, se quiser de fato buscar uma medalha no Rio (na Olimpíada de 2016)”, concluiu.

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