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Chuva atrapalha e Copa Brasil de Marcha Atlética termina sem índices

Demétrio Vecchioli

15 de abril de 2013 | 19h11

Caio vence em Barueri

Caio vence em Barueri

Terminou sem índices para o Mundial de Moscou a Copa Brasil de Marcha Atlética. Fica muito difícil avaliar tempos e performances quando se observa que a prova aconteceu num tempo frio, debaixo de chuva em Barueri (SP).

Na prova de 20km, na qual o Brasil tem seus melhores resultados, o garoto Caio Bonfim (22 anos), tinha expectativa de fazer o índice de 1h21min44s, mas foi atrapalhado pela chuva. O brasiliense da CASO-DF reclamou de dores na virilha, mas terminou com um bom tempo: 1h25min42. Para se ter uma ideia, só outros dois atletas fizeram tempos melhores que esse nos últimos 20 anos.

Um deles é Moacir Zimmermann (29), grande rival de Caio, que foi eliminado pelos árbitros: “Queria muito fazer o índice logo para o Mundial de Moscou. Estava muito bem, mas é difícil entender os critérios dos árbitros. Vou continuar treinando para assegurar minha participação na Rússia”, comentou o atleta da AABLU, de Blumenau (SC), via CBAt. Até ser desclassificado, ele corria junto com Caio.

O outro é Mário José dos Santos Júnior (33, BM&FBovespa-SP), que hoje é especialista em provas de 50km, também olímpica. Mas ele correu os 20km em Barueri e terminou em segundo, com 1h33min. “Foi um treino de luxo. Disputei há 15 dias uma prova de 50 km na Eslováquia e não tinha condições de fazer outra prova da distância agora.”

No feminino, a prova foi bastante lenta. Erica Rocha Sena, dona do melhor tempo do ano passado, estava inscrita, mas não competiu. Assim, a vitória ficou com Cisiane Dutra Lopes (31, BM&FBovespa-SP), que vinha de uma gravidez e só voltou a treinar há cinco meses. Ela marcou 1min45s29, quase 12 minutos acima do seu recorde pessoal e a 14 minutos do índice de 1h31min39 – seria necessário bater o recorde brasileiro para superar o índice.

50 KM – Na prova mais dura, vitória do veterano Claudio Richardson (35), da AABB de Currais Novos (RN), com 4h41min18, mais de 20 minutos do que o tempo que ele marcou na Copa Brasil do ano passado. Para se ter uma ideia,  o recorde pessoal dele é 4 horas cravadas. O índice, lógico, não veio. Só mais um atleta terminou: Samir Cesar Sabadin. O tempo de 5h13min foi altíssimo, mas o suficiente para garanti-lo no Campeonato Pan-Americano de Marcha Atlética, na Guatemala. Os três melhores de cada prova se classificaram.

MARATONAS – A dois fins de semana do fim do prazo para obtenção de índices para a maratona no Mundial de Moscou, até agora só Solonei tem vaga. Neste domingo, três atletas de ponta correram em Viena, mas todos passaram longe do índice.

Cruz Nonata (BM&F) e Michele Chagas (Pinheiros) terminaram respectivamente no quinto e no sexto lugares, com 2h35 e 2h38. Assim, passaram longe do índice de 2h30. A prova não foi das mais rápidas e só a campeã, uma queniana, correu abaixo dessa marca. No masculino, Sergio Celestino da Silva (Pinheiros), foi o 13.º, com 2h20min, a sete minutos do índice.

LESÃO – Notícia pior do que a falta de tempos nas provas de fundo, só a lesão de Vanessa Spínola (23). A atleta de heptatlo da Orcampi/Unimed rompeu o ligamento cruzado do joelho direito ao treinar salto em altura e só volta na temporada que vem. No ano passado, a jovem se tornou a terceira atleta sul-americana a superar a barreira dos 6 mil pontos.

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