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Cielo encerra o Maria Lenk sem medalhas de ouro

Demétrio Vecchioli

11 de abril de 2015 | 18h29

Principal nadador brasileiro da atualidade, provavelmente o maior de todos os tempos, Cesar Cielo encerrou Troféu Maria Lenk, Campeonato Brasileiro de Inverno, sem nenhuma medalha de ouro em provas individuais. Perdeu os 50m livre para Bruno Fratus, os 50m borboleta para Nicholas Oliveira e foi superado por Matheus Santana nos 100m livre. Campeão olímpico, ele argumenta que não foi ao Rio com 100% de sua condição física, mas o fato é que Cielo já não sobra como melhor velocista do País.

Nos 50m livre, já não há nenhuma diferença entre Cielo e Fratus, exceto ao fato de que o primeiro está acostumado a ganhar provas importantes, o que obviamente dá confiança nos momentos importantes (final de Mundial, final olímpica). Na temporada passada, Fratus fez 21s41, Cielo 21s39. No Maria Lenk, os dois não foram bem, com Fratus à frente: 21s74, contra 21s84 de Cielo. Ambos vão ao Mundial de Kazan tentando rivalizar com o francês Florent Manaudou, que claramente está à frente dos brasileiros hoje.

Já nos 100m a briga tem mais gente. No Maria Lenk, Cielo errou na chegada e perdeu para Matheus Santana (48s78), ficando com a prata. Se no ano passado o campeão olímpico nadou a prova em 48s13, desta vez completou em 48s97. Recordista mundial júnior, Matheus, entretanto, também ficou longe de repetir os 48s25 que deixaram ele no oitavo lugar do ranking de 2014 e não vai nadar os 100m livre em Kazan. Vão Cesar Cielo e Bruno Fratus, que fez 48s57 no Open do ano passado.

O fato é que, sem nenhum brasileiro nadando na casa dos 47 segundos desde 2012, não dá para pensar em medalha em Kazan na prova individual. Não será surpresa inclusive se a prioridade de Fratus e Cielo no Mundial for o revezamento, onde o pódio é viável. A equipe será composta pelos dois, Matheus Santana e Marcelo Chierighini, todos em condições de nadar abaixo de 48s5. Se isso acontecer, o Brasil chega ao Mundial favorito ao bronze. Se Cielo e mais um baixarem 48s10, a briga passa a ser por ouro ou prata.