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Com 389 vagas na Olimpíada, Brasil deve bater meta do COB com muita folga

Demétrio Vecchioli

05 Agosto 2015 | 17h09

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem divulgado que pretende levar pelo menos 400 atletas brasileiros aos Jogos Olímpicos do Rio. Esta meta, entretanto, deverá ser ultrapassada com muita folga. Afinal, só até esta quarta-feira, quando se inicia a contagem regressiva de um ano para a Olimpíada, já são 389 credenciais garantidas. Até o fim do Mundial de Kazan (Rússia), o País deve garantir outras seis nas provas de revezamento na natação.

Por conta das diversas variáveis, o COB e as confederações têm trabalhado com avaliações um pouco mais contidas. Nos saltos ornamentais, por exemplo, o Brasil tem direito a participar das quatro provas sincronizadas, o que garante oito credenciais. Cesar Castro está classificado para o trampolim individual e, em teoria, pode também estar na disputa sincronizada. Mas o levantamento da Agência Estado considera que ele tem a nona credencial brasileira, uma vez que Cesar não tem competido em duplas.

Com a classificação do hóquei sobre grama masculino, o Brasil passa a ter 178 credenciais para os esportes coletivos, sendo que as 24 do basquete dependem do pagamento da dívida que a confederação brasileira (CBB) tem com a federação internacional (Fiba).

Em nove modalidades, o Brasil já tem o número máximo de credenciais, ou não tem mais oportunidade de classificação: tiro com arco (6), canoagem slalom (5), hipismo (12), judô (14), vela (15), nado sincronizado (9), tênis de mesa (6), vôlei de praia (8) e maratonas aquáticas (3). Juntas, elas somam 78 vagas. No badminton (2), ginástica rítmica (6) e levantamento de peso (5), é muito difícil a obtenção de novas vagas.

Como país-sede, o Brasil recebeu convite para praticamente todas as outras modalidades olímpicas, com exceção do ciclismo de pista, na qual Flávio Cripriano (keirin) e Gideoni Monteiro (Omnium) estão nas proximidades da linha de corte do ranking olímpico, por enquanto do lado de fora.

No total, são mais 67 credenciais, distribuídas assim: golfe (2), ginástica de trampolim (2), luta (4), triatlo (2), boxe (6), canoagem velocidade (3), BMX (2), mountain bike (2), ciclismo de estrada (4), saltos ornamentais (8), esgrima (8), pentatlo moderno (2), tiro esportivo (9), tae kwon do (4), tênis (5), ginástica artística (2) e remo (2).

Por eventos internacionais, o Brasil já garantiu vagas extras nos saltos ornamentais (uma) e no tiro esportivo (uma). Yane Marques também se classificou para os Jogos, mas aí o País perdeu direito ao convite no pentatlo moderno.

No atletismo, são 28 atletas com índice olímpico, dos quais sete fazem também parte dos revezamentos. O Brasil, aliás, está classificado nos quatro (4x100m e 4x400m, masculino e feminino), tendo direito a 24 credenciais. A CBAt pode abdicar do direito de levar ao Rio os reservas, mas nada indica que abrirá mão desse direito. Assim, a delegação teria 45 atletas.

Já na natação, serão dois eventos para a obtenção de índices: o Troféu Open, em dezembro, em Palhoça (SC), e o Troféu Maria Lenk, em abril do ano que vem, no Rio. O Brasil tem a garantia de seis atletas, porque classificou três revezamentos pelo Mundial de Kazan. Os outros três ainda nadam na Rússia e têm tudo para também se garantir na Olimpíada.

Enquanto algumas modalidades têm eventos classificatórios para os Jogos, outras utilizam rankings. Se as listas fechassem nesta quarta-feira, o Brasil garantiria uma vaga extra no golfe, cinco na esgrima, uma no tae kwon do, uma no ciclismo de estrada e uma no tênis.

Assim, além das 389 vagas já garantidas, o Brasil passaria, nesses rankings, a 398 credenciais. Mas essa conta deve aumentar expressivamente nesse um ano que falta até a Olimpíada, até porque natação e ginástica artística ainda não estão nesse bolo.

Se repetir o que fez em Londres, o Brasil deve levar pelo menos 16 nadadores para as provas individuais de natação do Rio. Os revezamentos tendem a garantir a presença de mais seis atletas. No atletismo, tudo indica que um bom número de brasileiros deverá alcançar o índice olímpico nos próximos 10 meses. Já a ginástica artística, se classificar suas duas equipes, ganha mais oito credenciais. Seriam mais 40 brasileiros nos Jogos.

Nos pré-olímpicos de boxe, luta, canoagem velocidade, tiro esportivo, saltos ornamentais e remo, a tendência é o País conseguir classificar até mais 10 competidores. E ainda há oportunidades de novas vagas pelos rankings mundiais das quatro disciplinas do ciclismo, no triatlo e no golfe. Não será surpresa se a delegação do Time Brasil passar, assim de 440 atletas, podendo chegar a até 450.

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