Com bronze de Baby, judô brasileiro encerra giro pela Europa
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Com bronze de Baby, judô brasileiro encerra giro pela Europa

Demétrio Vecchioli

25 de fevereiro de 2014 | 11h21

Chegou ao fim no domingo o primeiro giro do judô brasileiro pela Europa. No Grand Prix de Dusseldorf (Alemanha), só uma medalha de ouro, com Luciano Correa, exatamente o único do País a subir ao alto do pódio um fim de semana antes, na Áustria. Logo, fica com ele o posto de destaque do Brasil. A seguir, categoria por categoria:

60KG – Diego Santos (15º) perdeu do francês Limare na segunda luta em Dusseldorf. Na Áustria, havia ganhado bronze. Kitadai (quinto) perdeu de Limare em Paris, na estreia, e faturou prata na Áustria. Empate pra eles.

66KG – Com Charles Chibana (terceiro) machucado, só Luiz Revite (12º) lutou. Foi quinto em Dusseldorf e perdeu na segunda luta em Oberwart. Resultado ok para um reserva.

73kg – Categoria em que todo mundo teve a chance de lutar. Ligeira vantagem para Alex Pombo (17º), que ganhou bronze em Oberwart, onde Bruno Mendonça (19º) ficou em quinto. Marcelo Contini (25º)venceu uma luta em Paris, e só. De resto, cada um deles foi eliminado uma vez na estreia.

81KG – Com Penalber (terceiro) e Guilheiro (praticamente sem ranking) machucados, ninguém viajou.

90KG – Cinco lutas, quatro derrotas. Papel de Eduardo Bettoni (52º) e Eduardo Santos (40º), mais uma vez, muito ruim. Fica a espera por Tiago Camilo (praticamente sem ranking).

100KG – Destaque, claro, para Luciano Correa (sétimo), com dois ouros. Mas Rafael Buzacarini (18º) também fez a parte dele para ser bronze na Alemanha, numa chave curta. De resto, seis lutas com brasileiros e cinco derrotas. Hugo Pessanha (30º) ainda venceu uma. Renan Nunes (16º), nem isso. Não à toa, já perdeu o posto de melhor do Brasil.

+100KG – David Moura (quinto) conseguiu o único ouro, mas Rafael Silva (líder) fez a parte dele. Na Alemanha, perdeu de um japonês, mas se recuperou para ficar com o bronze. E é essa regularidade que garante o Baby na Olimpíada, apesar da concorrência dura de David, hoje o quinto do mundo.

FEMININO – As mulheres tiveram o European Tour em Roma e não na Áustria. Os resultados delas, porém, ficaram aquém ao dos homens.

48KG – Gabriela Chibana (38ª) chegou à seminal em Roma, mas ficou sem medalha. Pelo menos foi melhor que Nathalia Brígida (30ª), que ficou na segunda rodada. Na Alemanha, as duas perderam na estreia, assim como fez Sarah Menezes (líder) em Paris.

52KG – Erika Miranda (segunda) foi bem em Dusseldorf mas voltou a perder da japonesa Yuki Hashimoto, sua algoz no Mundial. Acabou com o bronze. Em Roma, perdeu na estreia, assim como fez a juvenil Jessica Pereira (sem ranking) em Paris.

57KG- Não há o que reclamar de Rafaela Silva (líder), que foi bronze em Paris e ouro em Roma. Ketleyn Quadros (sexta) fez duas semifinais, mas só ganhou uma medalha, de bronze. As duas devem travar batalha ponto a ponto pelos Jogos do Rio/2016, apesar da vantagem de Rafaela.

63KG – Uma daquelas categorias em que havia a disputa direta pelo posto de titular e quem levou a melhor foi Mariana Silva (24ª), prata em Roma e sétima em Paris. E que ainda venceu Mariana Barros (nona) na semi na Itália – a rival acabou em quinto. Katherine Campos (18ª) perdeu as duas lutas que fez e ficou para trás.

70KG – Categoria mais problemática. 10 lutas e só três vitórias brasileiras, sendo duas de Nadia Merli (16ª) e uma de Maria Portela (15ª). Bárbara Timo (20ª) só perdeu.

78KG – Com Mayra Aguiar (líder) machucada, Samanta Soares aproveitou a chave curta e foi semifinalista em Roma. Ficou sem medalhas, porém. A ideia era ganhar experiência.

+78KG –  Maria Suelen Altheman (segunda) e Rochelle Nunes (18ª) duelaram pela repescagem em Roma, com vitória da atleta de Santos, que acabou com o bronze. Em Paris, também valendo medalha, mais uma derrota para a cubana Ortiz. De forma geral, as brasileiras só perderam para atletas de mesmo nível.

 

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