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Com bronze, Felipe Lima muda referência do peito no Brasil

Demétrio Vecchioli

29 de julho de 2013 | 20h36

15¼ CAMPEONATO MUNDIAL DE ESPORTES AQUATICOS/NATACAO

Perfeita a análise que o Daniel Tanaka fez no Swim Chanel sobre a medalha de bronze conquistada nesta segunda-feira por Felipe Lima nos 100m peito no Mundial de Barcelona.

No texto, que você pode ler na íntegra aqui, ele destaca por que o nado peito deve evoluir ainda mais no Brasil depois desta conquista de Felipe Lima. Começa lembrando que tantos nos Jogos de Pequim quanto nos de Londres o País teve quatro atletas com índice (Henrique Barbosa, Felipe Lima e Felipe França duas vezes, Eduardo Fisher em 2008 e João Gomes Júnior em 2012).

O Swin Chanel lembrou que o nível há algum tempo tem sido alto, com ouro de Felipe França nos 50m no Mundial de 2011 e dobradinha França/Felipe no Pan de Guadalajara/2011. Mas que faltava ainda a consolidação.

E ela veio com o bronze de Felipe Lima no Mundial. “Os peitistas do Brasil terão um novo parâmetro a partir de agora. Brigar por vaga em uma grande competição significará brigar com um medalhista mundial. O nível só tende a subir. João Gomes Junior, Felipe França e outros serão mais cobrados. Faz parte da evolução”, escreve, com precisão, Daniel Tanaka.

Para completar a análise, um trecho do que escreveu o Coach Alex Pussieldi, não apenas o titular do Blog do Coach e principal comentarista de natação do Brasil, mas, neste caso, o treinador do medalhista.

“Felipe Lima conseguiu a façanha incrível de um resultado perfeito. Fez a sua melhor marca na eliminatória (1min00s06),  melhorou na semifinal depois de 23 vezes nadando na casa do minuto quebrou a barreira (59s84) entrando com o quinto tempo para a final de hoje (segunda). Na prova, mesmo não saindo bem, passou muito forte (27s27), fazendo a sua melhor marca pessoal nos 50m peito, e completou a prova para 59s65”

Como já escrevi ontem (domingo), acho fundamental que um atleta tenha o seu melhor desempenho, pelo menos na sua principal prova, na hora que o bicho pega. Ou seja: num Mundial, numa Olimpíada. Felipe Lima fez isso perfeitamente, mas não foi o único brasileiro.

Nicolas Nilo Oliveira foi muito bem nas eliminatórias dos 200m livre, avançando com o segundo tempo: 1min46s99. Simplesmente a terceira vez, apenas, que um brasileiro quebra a barreira do 1min47s, segundo conta o Coach. Antes, só Nicolas e Thiago Pereira, com trajes tecnológicos.

Nilo, porém, não conseguiu repetir o desempenho de tarde e, com 1min47s42, terminou com o 11º tempo, fora da final. Se repetisse a marca da manhã, avançaria como quinto melhor.

De qualquer forma, valeu o resultado, valeu o tempo, e valeu para mostrar que o Brasil volta a ter 200m livre. Nicolas Nilo ainda ganha uma moral extra para outras grandes competições, quando será fundamental para o revezamento 4x100m livre brasileiro.

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