Com Diego Hypolito, Brasil surpreende e deve fazer final por equipes
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Com Diego Hypolito, Brasil surpreende e deve fazer final por equipes

Demétrio Vecchioli

03 de outubro de 2014 | 08h54

Diego Hypolito já havia desistido de disputar o Mundial de Nanning, mas foi surpreendido com uma troca de última hora. Caio Souza viu se agravarem as dores no pé e foi substituído por Diego pouco antes da disputa da fase de classificação, nesta sexta (a partir de quinta à noite no Brasil). Apesar do problema inesperado, o Brasil foi muito bem. Fechou o dia em terceiro por equipes (a Grã-Bretanha tirou o segundo lugar na última rotação, já na manhã brasileira) e tem grandes chances de disputar uma final pela primeira vez.

Afinal, com 348.100 pontos, o Brasil só foi pior que a China e a Grã-Bretanha neste primeiro de dois dias de classificação no masculino. Na comparação com o Mundial de 2011, o último que teve disputa por equipes, o País ganhou posições de Coreia do Sul, Ucrânia, Espanha e Canadá. No sábado (horário chinês) competem, entre outros, Japão, EUA, Alemanha, Rússia e Romênia, França. O Brasil precisa ir melhor apenas que um deles para ficar entre os oito primeiros.

A expectativa é por mais quatro finais individuais. Nas argolas, uma má notícia. O chinês Yang Liu confirmou que está melhor que Arthur Zanetti e fez a melhor nota do dia (15.933), deixando o brasileiro em segundo, com 15.716, depois de errar a saída. A nota garante Zanetti nas finais.

No solo, Diego Hypolito foi quase perfeito. Somou nota 15.900 e ficou muito à frente do segundo colocado, o espanhol Rayderley Zapata Santana, que tirou 15.566. Para ajudar, o chileno Enrique González, que vinha regularmente vencendo o brasileiro, teve uma apresentação ruim e está fora da final. Hypolito também fará final.

Diego, vale explicar, ficaria fora do Mundial porque é um ginasta especialista, que colabora com nota em poucos aparelhos para a equipe, cujo resultado é o mais importante para o Brasil nesta competição. Ele seria reserva apesar da chance real de medalha no solo e no salto. Neste aparelho, Sergio Sasaki, em quinto, ainda sonha com a decisão.

No individual geral, o Brasil deverá ter dois atletas na final. Sergio Sasaki está praticamente garantido. Quinto no Mundial do ano passado, ele não repetiu o desempenho, mas fechou o dia em nono, com 87.522 pontos. Pouco abaixo ficou Arthur Nory Mariano, com 86.131, em  11º. A final reúne 24 atletas.

O estreante Lucas Bitencourt também foi bem no individual geral, mas não tem chances de fazer a final porque só dois atletas por país brigam por medalha – aliás, são quatro britânicos e três chineses à frente de Nory, por exemplo. Sasaki é nono nas barras paralelas, 13.º no cavalo com alças, mas errou na barra fixa e caiu no solo – o que tornou a nota de Diego Hypolito ainda mais importante por equipes. Arthur Nory Mariano é o 13º na barra fixa.

Tudo o que sabemos sobre:

Ginástica ArtísticaMundial de Ginástica

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.