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Com dupla renovada, Brasil ‘recua’ e termina em 13º no dueto

Demétrio Vecchioli

21 de julho de 2013 | 16h46

Brasileiras terminaram em 13º na rotina técnica do Mundial

Brasileiras terminaram em 13º na rotina técnica do Mundial

Não há, no esporte olímpico, nenhuma modalidade em que seja tão fácil “prever” os medalhistas quanto o nado sincronizado. Como a competição é muito técnica, os resultados se repetem por anos e anos. Assim, é possível dizer com precisão quando há (ou não) uma evolução por parte de um país dentro da modalidade.

Dito isso (e é sempre necessário dizer), o Brasil deu um pequeno passo para trás na rotina técnica do dueto, primeira final do Mundial de Barcelona. Se com Nara/Nayara o País foi 12º colocado em Xangai, agora com Giovana Stephan e Lorena Molinos terminou na 13ª posição.

Como a principal dupla brasileira decidiu tirar um ano sabático, a equipe foi renovada, com uma atleta de 23 anos (Giovana) e outra de 22 (Lorena). E isso atenua bastante a queda.

O que agrava esse passo para trás é que os EUA e França, que sempre terminam entre os 12 primeiros, não mandaram dueto, o que faz a “virtual” posição brasileira ser a 15ª. Quem também passou o Brasil foi o México, que vinha terminando sempre atrás desde 2007, inclusive em Pan-Americanos, além de República Checa e Coréia do Norte.

“Uma coisa boa é que não cansamos, então agora é trabalhar muita marcação e sincronização. A coreografia livre (Com o tema ‘Verão’, das Quatro Estações, de Vivaldi) é muito vigoroso e isso é importante para uma boa apresentação. Hoje, na nossa avaliação, nadamos melhor que de manhã, mas o resultado não foi o que queríamos. Nosso objetivo hoje era ganhar do México” explicou Lorena, ao site da CBDA. Na final, ela e Giovana somaram 82.500 pontos.

Diferente de como é na Olimpíada, no Mundial são distribuídas duas medalhas de ouro no dueto (idem por equipes): na rotina técnica e na rotina livre, apesar de os medalhistas serem sempre os mesmos. Em Barcelona, a apresentação livre será na próxima terça-feira.

Antes, segunda, acontece a final da rotina técnica por equipes. O Brasil avançou à final em nono, uma evolução em relação ao antigo posto de 12ª força na modalidade.

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