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Com ouro de Duda, Brasil tem seu melhor desempenho em Mundiais Indoor

Demétrio Vecchioli

10 de março de 2014 | 05h00

REUTERS/Kai Pfaffenbach

Não é de hoje que gosto de gosto de trocar os quadros de medalha por métodos mais analíticos para avaliar o desempenho de uma delegação numa competição. Aliás, faço isso desde que comecei montar meus ranking de clubes, no Excel, quando era criança. Mas isso não interessa. O ponto deste blog é: o Brasil teve, em Sopot, seu melhor desempenho em Mundiais Indoor de Atletismo. E isso é alguma coisa.

A conclusão é válida a partir do placing table, como é chamado o “quadro de posições” que a Iaaf faz e, penso outras federações internacionais deveriam copiar. O quadro é simples: oito pontos para a medalha de ouro, sete para a prata,seis para o bronze (…), um ponto para o oitavo colocado.

O critério é justo porque premia o país que coloca dois atletas no quarto lugar em detrimento daquele que ganha um bronze e só. O quadro de medalhas pode ser legal em Olimpíada, porque facilita a cobertura jornalística e o acompanhamento do público, mas o placing table mostra o nível daquela modalidade (o atletismo) no país (o Brasil).

Em Sopot, o Brasil chegou a inéditos 20 pontos com o ouro de Duda (salto em distância), os quartos lugares de Fabiana Murer e Thiago Braz e o sétimo de Augusto Dutra (salto com vara) . É o melhor desempenho do País que fez oito pontos em Istambul/2010 (ouro de Duda, e só), 17 em Doha/2010 (ouro de Murer, bronze de Keila Costa) e 19 em Valencia/2008 (prata de Maurren, bronze de Murer).

Ao levar quatro atletas para finais, o Brasil repetiu o bom resultado de Valencia, quando também teve Keila Costa e Vicente Lenílson brigando por medalhas. Desta vez, veio o ouro que faltou naquela ocasião.

Em Sopot, além de Duda, que conquistou o bicampeonato mundial e mostrou que pode tirar um salto da cartola quando ninguém espera, o Brasil teve outras boas notícias. Thiago Braz já não deve nada a ninguém (tirando o francês, que é de outro mundo) e Fabiana Murer pode, sim, saltar no mesmo nível que as melhores. Experiente, briga por medalhas sempre.

E ainda teve Augusto Dutra em sétimo, mesmo machucado, Franciela Krasucki eliminada na semifinal dos 60m e Anderson Henriques fazendo um bom 46s82 nos 400m, sem conseguir avançar à semifinal, apesar de ter feito o 12.º melhor tempo no geral nas eliminatórias. Detalhe: ele nunca tinha corrido em pista fechada. Só Keila Costa foi mal, no 10º lugar do classificatório do salto triplo.

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