Com visibilidade no ‘Saltibum’, saltos ornamentais mostram resultados
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Com visibilidade no ‘Saltibum’, saltos ornamentais mostram resultados

Demétrio Vecchioli

12 de maio de 2014 | 11h42

saltos ornamentais

Os saltos ornamentais no Brasil vêm ganhando um espaço inédito entre os brasileiros, graças à exibição, na TV Globo, do quadro Saltibum, formato importado que é uma espécie de “Dança dos Artistas” nas piscinas. Apresentado durante o Caldeirão do Huck, chega às casas brasileiras e apresenta uma modalidade que nunca teve resultados expressivos em nível mundial para o Brasil. Quando muito, uma medalha de prata ou bronze em Jogos Pan-Americanos, uma vez que Canadá, EUA e México, no continente, são melhores.

Para aproveitar essa visibilidade, os atletas sabem que precisam de resultados. E, dentro das piscinas, têm correspondido. Só no Grand Prix de Porto Rico, no último fim de semana, foram duas medalhas – uma de prata e outra de bronze. Nada que coloque o Brasil como candidato a uma medalha olímpica, longe disso, mas que permite sonhar com uma evolução até 2016.

Mais do que as medalhas, com os veteranos César Castro e Hugo Parisi, o País comemora uma renovação inédita. Desde os Jogos de Sydney/2000, são sempre os mesmos quatro que competem em alto nível (os citados, mais Juliana Veloso e Cassius Duran, que se aposentou). Neste ano, sete novos atletas conseguiram índice para as duas etapas de Grand Prix disputadas nas Américas, no Canadá e em Porto Rico.

PÓDIO – A medalha de prata veio com César Castro, no trampolim de 3m. O brasileiro, que treina nos EUA, somou 422,05 pontos e ficou atrás do chinês Sun Zhiyi. É importante frisar, porém, que a nota, inferior aos 441,90 que Castro fez na fase preliminar nos Jogos de Londres/2012, não o faria nem avançar para a semifinal olímpica. Como atenuante, o fato de estar voltando de lesão.

Já Hugo Parisi vive mesmo a melhor fase da carreira. Aos 30 anos, depois de ficar de fora do Mundial do ano passado por doping (tomou remédio para gripe), o brasiliense, que é juiz do Saltibum, fez 466,25 para ganhar o bronze na plataforma. É muito melhor do que Parisi fez na péssima Olimpíada de Londres para ele, mas também não o faria semifinalista.

RENOVAÇÃO – Dentre os jovens, os melhores resultados vêm da plataforma. Ingrid Oliveira foi quinta em Porto Rico (302,30). Giovanna Pedroso havia ficado em quinto no Canadá, com 294,60. Ambas, de 15 anos, conseguiram vaga na Copa do Mundo, principal torneio da temporada. No trampolim, Ian Matos chegou à semifinal e terminou em 10.º em Porto Rico e 11.º no Canadá.

O PROBLEMA – Nem tudo são flores, porém. O Brasil deverá ter vagas garantidas na Olimpíada apenas nas provas sincronizadas, em que participam oito duplas por prova. Pelo que se viu nos GPs, com Giovana/Ingrid, Rui Marinho/Hugo, Luiz Felipe/Ian e Juliana/Tammy, porém, o Brasil segue muito longe das notas dos últimos colocados em Londres. Se continuar assim, vai fazer feio no Rio.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: