Dez anos após ouro, Emanuel e Ricardo estão juntos de novo
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Dez anos após ouro, Emanuel e Ricardo estão juntos de novo

Dupla tem tudo para defender o Brasil em 2016

Demétrio Vecchioli

12 de agosto de 2014 | 15h59

Dez anos depois da medalha de ouro no vôlei de praia nos Jogos de Atenas, Ricardo e Emanuel estão juntos de novo. Somando 80 anos (39 de Ricardo, 41 de Emanuel), deverão formar a dupla a ser batida como candidata número 1 a uma vaga olímpica para o Brasil. Os motivos da mudança de planos ainda não foram explicados.

De cara, fica a impressão de que nenhum dos dois abre mão de ser campeão olímpico no Rio, apesar da idade bastante avançada. Emanuel até que não vinha mal com Alison, mas a dupla chegou ao fim na virada do ano porque o capixaba queria voltar a treinar em Vitória e aproveitou a oportunidade aberta pelo fim de Pedro Solberg (carioca) e Bruno Schmidt (capixaba).

Emanuel ficou “solteiro” e se uniu a Pedro Solberg, naquela que prometia ser a principal dupla do País. Não sei dizer por que não deu certo, mas é claro que os dois têm estilos muito diferentes. Agora, com Ricardo, seu grande amigo, Emanuel dá uma cartada certeira. Dificilmente outra dupla, além de Alison/Bruno, tem fôlego para ir até 2016. Isso sem contar o peso da dupla. Ricardo e Emanuel são respeitados por qualquer adversário, em qualquer lugar do mundo.

Já Ricardo deixa claro que não estava satisfeito com a demora na evolução de Álvaro Filho. MVP do último Mundial, Alvinho jogou mal desde então. Ricardo, que foi bem com o também veterano Márcio no Circuito Brasileiro, retomou a dupla paraibana para o Circuito Mundial, mas a parceria claramente não rendeu. Acabou falando mais alto os 15 anos de diferença entre os dois.

Agora é esperar que essa seja a última da salada de duplas do vôlei de praia. No feminino todo mundo já mudou de parceira. No masculino, Ricardo e Emanuel estão com o terceiro parceiro em um ano. Franco, ex-jogador, agora coordenador técnico da CBV, tem que colocar um ponto final nesse processo.

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