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É só o começo – Brasil faz sete finais e comemora prata nos 200m com Vitor Hugo

Demétrio Vecchioli

23 de julho de 2013 | 02h46

Vitor Hugo

Vitor Hugo dos Santos comprovou no Mundial de Menores (sub-17) de Donetsk, na Ucrânia, por que é a grande esperança das provas de velocidade do Brasil. O garoto de 17 anos (faz 18 em fevereiro) voltou da competição com uma expressiva medalha de prata nos 200m, sendo derrotado apenas por um jamaicano. De quebra, ainda melhorou o recorde sul-americano que já era seu, agora com 20s67.

Como comparação, o índice exigido para correr o Mundial de Moscou (adulto) é 20s56, apenas 0s11 abaixo do que fez Vitor em Donetsk. E ele ainda tem mais uma categoria (juvenil, sub-19) antes de correr entre os principais nomes da modalidade. Por enquanto, tem a 10ª melhor marca da história (pós 1999) nos 200m nesta categoria. A lista é liderada por Usain Bolt.

Atleta de Paulo Servo Costa, da Brasil Foods/Instituto Lançar-se para o Futuro, na Vila Olímpica do Mato Alto, no Rio, Vitor terá agora de traçar um caminho diferente de Bárbara Leôncio. Na época também treinada por Paulo, ela se sagrou campeã mundial dos 200m em 2007, foi estrela da campanha do Rio para receber os Jogos de 2016, mas até agora não se firmou como contou o Extra. Até rompeu a parceria com o antigo treinador. Pelo jeitão tímido, Vitor tem tudo para traçar outro caminho. Ele  também fez final nos 100m, terminando em sexto, com o tempo de 10s53.

O Brasil ainda passou muito perto de outras medalhas em Donetsk. A SÃO-ROQUENSE (sei lá por que gosto de destacar isso) tinha 6,06m como melhor salto da vida (fez na semifinal), conseguiu saltar três vezes melhor que isso na final, chegou a 6,21m, mas ficou a um centímetro da medalha de bronze.

No salto em altura, prova em que o Brasil tem tradição zero, Ana Paula Oliveira saltou 1,79m, mesmo resultado da medalhista de bronze, mas terminou em quinto porque precisou de mais tentativas para passar o sarrafo no somatório de toda a prova. Já no salto triplo, Núbia Soares foi a quarta, com 13,60m, a 9cm da medalha.

Além deles, Letícia Cherpe de Souza fez 23.98 na semifinal dos 200m, avançou à final, e terminou em oitavo. Samory Fraga cravou recorde pessoal no salto em distância (7,66m), ficando em nono. Júlio César Nascimento e Igor Jerônimo chegaram às semifinais dos 110 m com barreiras e Mirna da Silva nos 100m.

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