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É só o começo – Quinto lugar no remo vale mais que bronzes no judô

Demétrio Vecchioli

13 de agosto de 2013 | 12h44

Brasileira Beatriz Cardoso termina em quinto no Mundial Júnior de Remo

Brasileira Beatriz Cardoso termina em quinto no Mundial Júnior de Remo

Sarah Menezes foi campeã olímpica aos 22 anos. Mayra Aguiar ganhou o bronze em Londres com 21. Por isso, a três anos da Olimpíada do Rio, esperava-se mais do Brasil no Mundial Cadete (Sub-18) de Judô, encerrado neste domingo, em Miami. Foram apenas duas medalhas de bronze para a delegação brasileira. Assim, o destaque do fim de semana fica para o quinto lugar de Beatriz Cardoso no Mundial Sub-18 de Remo. Um resultado que pode significar uma boa evolução para a modalidade no País.

REMO – Beatriz Cardoso, 18 anos, atleta do Flamengo, foi a quinta colocada no Single Skiff no Mundial da Lituânia, neste domingo. Segundo o site Remo em Voga, a garota levou o Brasil de volta a uma final deste tipo de competição após 26 anos e ainda repetiu a melhor colocação do país num Mundial da categoria.

“Única não europeia entre as 12 melhores remadoras do mundo na categoria Júnior, a remadora do Flamengo igualou o feito de Ricardo Carvalho e Carlos Hime no Dois Sem masculino, em 1979, em Moscou”, conta o Remo em Voga. Ela já havia disputado outros dois Mundiais Sub-18, terminando em 11º em 2011 no Double Skiff com Gabriela Salles e em 18º já no Single ano passado.

“Além de Beatriz, o cubano Orlando Sotolongo, quinto no Single Skiff masculino, foi único latino-americano a disputar as finais A”, reforça o Remo em Voga.

A importância do resultado se dá porque Beatriz é a possível companheira de Fabiana Beltrame no Double Skiff peso leve nos Jogos do Rio. Para isso, porém, ela terá que perder peso. Em Londres, Fabiana competiu com Luana Bartholo.

JUDÔ – Em Miami, o destaque brasileiro foi Juliana Rodrigues. A menina ganhou o bronze na categoria até 40kg depois de uma derrota na chave principal e duas vitórias na repescagem. O detalhe é que ela tem 14 anos, veio de uma comunidade carente, e só luta judô há dois anos e meio.

A outra medalha brasileira também veio no feminino, com Layana Colman (até 52kg), de 17 anos. Assim como Juliana, teve uma japonesa como algoz na chave principal.

O Brasil teve Rodrigo Lopes (60kg), José Basile (73kg), Hugo Praxedes (+90kg) e Kainan Pires (50kg) no masculino. Só Hugo chegou à disputa por medalhas, terminando em quinto. Entre as mulheres, Gabriela Bittencourt (57kg) também perdeu a luta do bronze. Thais Kondo (44kg) ficou em sétimo. A equipe também teve Aine Schmidt (70kg) e Ellen Furtado (+70kg).

O Mundial Cadete teve 16 categorias, mas o Brasil só levou 10 atletas. No quadro de medalhas, a delegação brasileira ficou apenas em 16º. Com 11 medalhas, o Japão foi campeão. A Rússia, com nove, veio atrás.

TRIATLO – O Brasil mandou sua seleção júnior para a Copa do Mundo de Triatlo de Tiszaujvaros (Hungria). E o melhor resultado foi de Beatriz Neres (1996), 21ª colocada no feminino. Ela foi mal na natação, recuperou no ciclismo, mas voltou a perder posições na corrida.

A etapa, sem a presença dos principais nomes da modalidade, foi realizada em fast triatlo (metade da distância olímpica) e teve semifinais e finais. Luisa Baptista e Fabiola Gomes ficaram nas semifinais.

PENTATLO – Na China aconteceu o Mundial Jovem de Pentatlo Moderno, para atletas de 17 e 18 anos. O melhor resultado brasileiro foi de Yan Marques, que ficou na 15ª colocação. Entre 63 atletas, Caio Silva foi o 53º e Gabriel Sasaqui o 54º.

No feminino, o Brasil foi representado por Brenna Lima, que ficou em 36º, Bianca Cavalcanti, 44º, e Stephany Saraiva, 48º. Nos revezamentos, os brasileiros terminaram em nono entre as meninas e em 10º entre os meninos.

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