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Em dia de final do March Madness, brasileiro repete Gustavo Borges na NCAA

Demétrio Vecchioli

30 de março de 2014 | 12h37

Este final de semana é muito importante para o esporte norte-americano, uma vez que entre sábado e domingo acontecem as finais das quatro conferência do March Madness, a viciante maratona de jogos que define os participantes do Final Four da NCAA, a liga universitária norte-americana. Tradicionalmente, até o presidente Obama faz suas apostas. Dois bilionários chegaram a oferecer US$ 1 bilhão a quem acertasse os vencedores de todos os jogos – ninguém ganhou.

Pois bem. Ao mesmo tempo, em Austin, no Texas, acontecia a final da NCAA na natação. E dois brasileiros conquistavam resultados históricos ao fazerem dobradinha de ouro e prata na final dos 100 livre. A vitória, surpreendente, ficou com João de Lucca, com Marcelo Chierighini amargando a prata.

Por se tratar de uma disputa da NCAA, a competição aconteceu em piscina de jardas. João de Lucca (Louisville) venceu com 41s70, tempo que mostra, porém, que ele está (ainda) longe do nível de um Cesar Cielo (campeão em 2008 com 40s92) e do histórico Vladmir Morozov, que venceu ano passado com incríveis 40s76, anotando o recorde mundial em jardas.

Já Marcelo Chierighini (Auburn) decepcionou. Depois de 41s52 na semifinal, marcou 41s97 na final para ficar com a prata. Nome de muito futuro para o Brasil, ele fecha a faculdade sem títulos individuais na NCAA – depois, venceu o revezamento 4×100 livre com Arthur Mendes.

“Eu não esperava vencer os 100 livre na verdade. Para ser honesto, achava que o Marcelo ia levar essa. Ele realmente está fazendo um grande trabalho nessa temporada”, disse João de Lucca.

Só dois brasileiros já haviam vencido a prova de 100 jardas livres na NCAA. Um se chama Gustavo Borges. O outro, Cesar Cielo. Só os dois maiores nomes da natação brasileira de todos os tempos. Se João de Lucca fizer qualquer coisa parecida, já teremos muito o que comemorar. O carioca já havia vencido a prova de 200 livre, na sexta. Assim, encerrou um tabu. Desde 1995 ninguém fazia a dobradinha. O último foi o já citado Gustavo Borges.

Para o Brasil, o resultado de João de Lucca e Marcelo é importantíssimo. Cesar Cielo voltou a nadar os 100m este ano, Bruno Fratus deve entrar na brincadeira também, e com isso já são quatro bons nomes para um revezamento que pode brigar por medalhas em 2016. A eles se juntam os jovens Alan Vitória e Matheus Santana.

Já para Louisville a dobradinha de João de Lucca não tirou o gosto amargo da derrota para Kentucky, quinta, na semifinal da conferência do meio-oeste no basquete.

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