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Erro no bastão custa R$ 180 mil a Vanda, Rosângela e Evelyn

Demétrio Vecchioli

22 de agosto de 2013 | 17h10

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Texto meu para a AE

O erro na passagem do último bastão do revezamento feminino 4x100m na final do Mundial de Moscou vai custar caro a Vanda Gomes, Evelyn dos Santos e Rosângela Santos. Por conta desse erro, as três atletas ficaram fora da relação de atletas contempladas pela Bolsa Pódio, do governo federal, que paga até R$ 15 mil mensais aos atletas com chances reais de medalha nos Jogos do Rio/2016 e ainda garante o investimento em equipe multidisciplinar para atuar ao lado do esportista.

Isso porque o Plano Brasil Medalhas estipula que têm direito à bolsa todos os atletas que constarem entre os 20 melhores do ranking mundial. No caso do atletismo, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) negociou com o Ministério do Esporte para conceder a bolsa também aos revezamentos que terminassem o Mundial de Moscou entre os oito primeiros colocados.

O erro na passagem do último bastão, de Franciela Krasucki para Vanda Gomes, fez a equipe brasileira ser desclassifica. Assim, oficialmente, o Brasil não teve uma posição específica na final do Mundial. Terminou como desclassificada, mesmo terminando entre as oito primeiras. E as atletas do revezamento, sétimo melhor do ranking mundial, acabaram fora da lista passada pela CBAt ao Ministério do Esporte nesta quinta-feira.

“O programa prevê atletas entre os 20 primeiros no ranking mundial nas provas individuais. Excepcionalmente a CBAt conseguiu junto ao Ministério que os revezamentos que ficassem entre os oito primeiros no Mundial de Moscou também entrariam. O 4x400m masculino obteve isto, mas o 4x100m feminino foi desclassificado. Portanto, não obteve classificação, infelizmente”, explicou a CBAt, em nota.

Assim, as cinco atletas que compuseram o revezamento no Mundial (Rosângela correu as eliminatórias) não terão direito a esta bolsa por conta do 4x100m. Mas Ana Cláudia Lemos e Franciela Krasucki acabaram contempladas por estarem entre as 20 primeiras do ranking dos 100m após o Mundial, respectivamente no 12º e no 16º lugares.

A lista de indicados pela CBAt – que ainda deverão ser aprovados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Caixa Econômica Federal (patrocinadora da CBAt) e Ministério do Esporte – tem 18 nomes. Entre os contemplados estão Bruno Lins (200m), Anderson Henriques (400m), Thiago Braz, Augusto Dutra e Fabiana Murer (salto com vara), Duda (salto em distância), Carlos Chinin (decatlo) e Keila Costa (salto triplo).

O Plano Brasil Medalhas, anunciado em setembro do ano passado, pretende gastar R$ 1 bilhão durante o ciclo olímpico para investir nos atletas com chance de pódio nos Jogos do Rio. Além de bolsa de R$ 15 mil, com validade de um ano, os atletas também têm direito a R$ 20 mil para compra de equipamentos e participação em competições e treinamentos. Ainda ganham uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais como preparador físico e nutricionista, com salários individuais de até R$ 5 mil pagos pelo governo.

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