Trabalho de ‘melhor técnico do mundo’ começa com derrotas e muitos elogios
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Trabalho de ‘melhor técnico do mundo’ começa com derrotas e muitos elogios

Demétrio Vecchioli

21 de janeiro de 2014 | 13h10

Ainda sem contar com Felipe Perrone, Slobodan Soro e Josip Vrlic, o técnico croata Ratko Rudic começou seu trabalho como técnico da seleção brasileira de polo aquático com derrotas. Foram três amistosos/jogos-treino contra a Holanda na piscina do Botafogo, no Rio, com duas vitórias europeias e um empate. Paralelamente, a equipe trabalhou por praticamente duas semanas, em ritmo puxado.

“O Brasil tem uma boa base. Estamos em fase de adaptação, minha para com os jogadores, para um novo país, para uma nova cultura. E deles para com um novo técnico e um novo tipo de trabalho. Senti a recepção e a adaptação dos atletas muito boa. Comecei o trabalho pela preparação física, seguida da psicológica, pois isto os fortalece. E vejo uma vontade muito grande e um grupo que quer crescer e tem condições pra isto”, elogiou Rudic, via assessoria.

JOGO 1 – O primeiro amistoso foi no sábado dia 11. Na estreia do cubano Ivez Gonzalez com a toca da seleção brasileira, os holandeses, que não estão entre as equipes mais fortes da Europa, venceram por 6 a 3, placar que pode ser explicado pelo desgaste de uma forte rotina de treinos imposta por Rudic.

“Desde domingo (5), quando nos apresentamos, até hoje, tivemos uma média de 6 a 8 horas de treino por dia. Estamos ainda em início de temporada e em processo de adaptação aos métodos do Rudic, que enfatiza muito o físico. Sua vinda foi um ganho pra nós, seus treinos são bem diferentes e fortes, com desgaste físico e até psicológico, o que pode nos fortalecer”, comentou, na ocasião, Rudá Franco.

JOGO 2 – Na quarta-feira, empate em 12 a 12.  “Hoje malhamos forte, depois treinamos forte e ainda viemos pro jogo. Na 6ª feira queremos ganhar o jogo. Temos ainda que melhorar taticamente, buscar o estilo que ele (Rudic) quer, de mais força e rapidez. Mas estamos começando uma temporada de treinos de maneira forte com uma equipe europeia intermediária, mas um pouco acima da nossa”, destacou Grummy.

Capitão do time, Felipe Silva também exaltou o trabalho do técnico croata quatro vezes campeão olímpico. “Tudo tem uma proposta. Todos os momentos que treinamos são repetidos nos jogos. Tudo está dentro de uma programação, que começa com uma adaptação física, depois ao estilo, passando pelo preparo psicológico. Tudo isto bem feito fará diferença no passo seguinte, a parte tática.”

Felipe falou ainda da chegada dos reforços “gringos”  e mostrou um discurso maduro.  “A vinda dele (Rudic) e de outros que poderão chegar para nos ajudar tem tudo para fazer melhorar nosso resultado. E não me refiro a medalhas ou boas colocações somente. Quero é que daqui a uma década vejamos que o panorama da modalidade tenha mudado e para melhor.”

JOGO 3 – Para encerrar a fase de treinamentos, mais um amistoso contra a Holanda, sexta-feira passada, desta vez com vitória dos holandeses por 9 a 7.  “No primeiro amistoso, acho que podíamos ter feito mais. Mas depois, com palestras e vídeos da partida, Rudic mostrou em detalhes onde erramos e pediu mais marcação, e subimos de produção nos jogos seguintes”, comentou Guilherme Gomes, que fez sete gols no jogo.

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