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Exclusão da Bielo-Rússia na canoagem ajuda muito Isaquias

Demétrio Vecchioli

19 de julho de 2016 | 12h07

Talvez até mais do que a possível expulsão da Rússia como delegação no Rio-2016, a suspensão à Bielo-Rússia nas provas de canoagem pode ser determinante para colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados do quadro de medalha – nove primeiros se a Rússia não vier mesmo.

A Bielo-Rússia, ao que tudo indica pelo uso de substâncias dopantes, é muito forte nas provas masculinas de canoagem velocidade e se destaca principalmente na canoa. Exatamente o espaço em que Isaquias Queiroz quer brilhar para dar ao Brasil três medalhas no Rio-2016 – sempre bom lembrar que nunca um brasileiro ganhou três medalhas numa mesma edição dos Jogos.

Agora fora da Olimpíada, Artsem Kozyr é o atual campeão mundial do C1 200m, prova na que Isaquias ganhou o bronze em Milão, no ano passado. No C2 1.000m, a dupla biel0-russa ficou em segundo no Campeonato Europeu deste ano, em Moscou, evento em que Kozyr chegou em terceiro no C1 200m. Isso sem falar da exclusão também da Romênia, que fez o barco campeão mundial do ano passado no C2 1.000m.

Essas ausências vão, se não abrir lugares no pódio, ao menos reduzir o número de atletas na disputa. Bom para Isaquias, que teria grandes possibilidades de ir a todos os pódios se, para isso, não tivesse que remar oito baterias em seis dias. Ter menos concorrentes pode deixar o caminho um pouco mais fácil.