Família de Laís ainda desconhece gravidade do acidente; atleta bateu em árvores
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Família de Laís ainda desconhece gravidade do acidente; atleta bateu em árvores

Demétrio Vecchioli

28 de janeiro de 2014 | 19h08

Nem a família de Laís Souza sabe a gravidade e as consequências do grave acidente pelo qual a atleta passou enquanto esquiava numa estação de esqui em Salt Lake City, nos Estados Unidos, na noite de segunda-feira. A ginasta passou por um procedimento cirúrgico durante a madrugada e agora está internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um hospital local, sedada mas consciente. Tudo que se sabe é que a lesão, grave, foi na coluna cervical e que não é algo simples de se tratar.

A Confederação Brasileira de Desportos no Neve (CBDN) se dispôs a pagar as passagens de um dos pais de Laís para os Estados Unidos, mas nenhum dos dois tinha passaporte. Durante a tarde desta terça, a mãe dela, Odete, acompanhada da fisioterapeuta Denise Lessio, empresária e grande amiga de Lais, foi à Receita Federal para agilizar o passaporte.

Só na quarta-feira ela tentará o visto norte-americano para então embarcar para os Estados Unidos. A pressa é explicada pelo fato de que o procedimento médico norte-americano determina que o boletim com o estado de saúde de um paciente só pode ser passado pessoalmente a um familiar. Não vale telefone nem amigo. Boas notícias não virão.

O blog apurou que Laís estava esquiando (e não treinando) quando sofreu a queda e se chocou com árvores. Assim, vão por terra as críticas que apareceram durante todo o dia nas redes sociais sobre o fato de a CBDN ter levado duas ex-atletas de ginástica artística para participarem de uma das modalidades em que lesões são mais recorrentes, mesmo sem elas saberem esquiar.

No esqui aerials, modalidade do esqui freestyle, o atleta desce de uma rampa lisa e é jogada para o alto por outra rampa. Dali até cair na neve, deve executar movimentos acrobáticos que são julgados pelos juízes. Para ganhar velocidade antes do salto, o atleta sequer movimenta os esquis.

Laís, que já passou por “12 ou 13 cirurgias” (nem ela sabe ao certo), não tinha nenhuma lesão até ontem. Estava em boas condições físicas, dentro do possível. Antes mesmo de ela ser convocada, conversei com o técnico Ryan Snow e ele já planejava os treinos dela baseados nos problemas físicos que Laís carregava.

Quando encontrei as duas (Laís e Josi Santos) treinando na minha São Roque, Josi estava toda ralada, reflexo de uma queda errada no colchão de ar em que treinavam. Isso porque a lateral do esqui é áspera e, em contato com a pele, corta. Josi, aliás, está machucada, como contei mais cedo. Precisa operar o joelho e tem competido com o problema. Se abandonar o esporte de alto rendimento, talvez não precise ir para  mesa de cirurgias.

As duas treinavam nos EUA sem acompanhamento de profissionais da área da saúde. Denise, que cuidou tanto de Laís que virou sua grande amiga e uma espécie de empresária, chegou a ficar os primeiros meses com as ex-ginastas. Mas não voltou para esta última etapa, de treinos e competições, por compromissos profissionais em São Paulo. Ela encontraria o grupo novamente em Sochi.

Denise, que também vai acompanhar a mãe de Laís aos Estados Unidos, pediu a todos que rezem pela saúde Laís.

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