Fim de semana tem quebra de dois recordes indoor no atletismo
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Fim de semana tem quebra de dois recordes indoor no atletismo

Demétrio Vecchioli

17 de fevereiro de 2014 | 01h54

O fim de semana foi agitado para o atletismo brasileiro. Caíram dois recordes sul-americanos (60m feminino e salto com vara masculino) e brasileiros competiram em Donetsk, Birmingham e São Caetano do Sul. Tudo pensando no Mundial Indoor de Sopot (Polônia). Aqui, um resumo das provas importantes.

60M – Coube a Franciela Krasucki quebrar o recorde sul-americano que já durava quase 33 anos. A atleta do Pinheiros participou, em São Caetano do Sul, na casa do BM&F Bovespa, do Desafio Caixa Indoor, promovido pela CBAt, e marcou primeiro 7s26 na semifinal, depois 7s19 na final.

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O tempo a deixa como 12.º do ranking mundial deste ano. Em 2012 (ano do último Mundial Indoor), teria sido 20.ª da lista. Ou seja: é uma marca considerável. Com relação ao recorde em si, é importante ressaltar que poucos atletas correram 60m em pista indoor nos últimos anos.

Ana Cláudia Lemos, por exemplo, foi ao Mundial de Istambul/2012 e não conseguiu bater esse recorde. Ela já avisou que não vai a Sopot, apesar de ter o índice. A atleta da BM&F não vai fazer temporada indoor. Nesta segunda, ela e Franciela se juntam a Evelyn dos Santos, Tamiris de Liz e Rosângela Santos em Miami para uma semana de treinamentos.

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SALTO COM VARA – Pelo segundo fim de semana consecutivo Thiago Braz, campeão mundial juvenil  em 2012, bate o recorde sul-americano indoor. Neste sábado, em Donetsk (Ucrânia), ele saltou 5,76m, melhorando em quatro centímetros a marca feita em Malmo uma semana antes. No ranking mundial, é o quarto, numa disputa ainda embolada. São dez atletas entre 5,77m e 5,75m.

Voltando de lesão, Fábio Gomes da Silva novamente não foi bem e parou em 5,31m, bem longe do que pode saltar. Augusto Dutra continua machucado e tenta voltar a tempo de ir ao Mundial.

No feminino, Fabiana Murer ganhou em Donetsk, com 4,72m, um centímetro a mais do que fez em Moscou. Valeu principalmente pela regularidade em saltar alto, mas ela ainda é a nona do ano.

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SALTO EM DISTÂNCIA – Duda competiu em Birmingham querendo se aproximar dos 8 metros na primeira prova da temporada e ficou perto disso, com 7,89m. Boa marca para início de ano, ainda mais para um atleta que já está garantido no Mundial (vai buscar o bi). Enquanto isso, em São Caetano, o jovem Tiago da Silva, de 20 anos, venceu com 7,82m, seguido por Rogério Bispo (7,78m) e Higor Alves (7,62m). Jonathan Henrique estava inscrito, mas não saltou. O índice (que Duda já tem) é muito alto: 8,16m. Hoje, equivale ao quarto lugar do ranking mundial.

Também em Birmingham, Keila Costa ficou em quarto, com 6,36m, ficando a apenas 34 centímetros do índice exigido para as mulheres – ela já está garantida no Mundial no triplo. Em São Caetano, venceu Eliane Martins, com 6,33m. Jessica Carolina saltou 6,30m e ficou em segundo. Ou seja: não ficaram longe de Keila.

SUL-AMERICANO DE MARCHA – A competição rolou entre sábado e domingo em Cochabamba (Bolívia) e o Brasil fez papel ridículo. Principal brasileiro, Caio Bonfim foi desclassificado na prova de 20km. José Alessandro Baggio foi sexto (a oito minutos do campeão) e Moacir Zimmermann apenas o oitavo (a dez minutos).

Nos 50km, pelo jeito só quatro inscritos. Três deles brasileiros. Um boliviano venceu e Jonathan Riekmann chegou em segundo com longos 15 minutos de atraso.  Claudio Richardson dos Santos veio em terceiro (18min atrás) e Luiz Felipe dos Santos em quarto (28 minutos!!).  No juvenil de 10km,  Fulviano Soares de Campos completou em sétimo, a seis minutos do campeão.

Entre as mulheres, um vexame, com as três brasileiras nas três últimas posições. Cisiane Dutra Lopes foi a melhor, em sétimo, com atraso de 13 minutos (seis só para a sexta colocada). Elianay Santa da Silva Pereira veio 10 minutos depois, ainda. Nair da Rosa, outros seis minutos. No total, completou 40 minutos depois da campeã. No juvenil (10km), adivinha? Brasileiras entre as últimas. A melhor foi Rayane Caroline Lins de Oliveira, em oitavo, a oito minutos da campeã.

Aí fica a pergunta: o que raios todos esses atletas foram fazer na Bolívia se não tinham condições técnicas de competir em altitude sem preparação? Foram passar vergonha? Não era melhor usar essa verba em treinamento?

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