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Fina apresenta estudo que mostra que qualidade da água em Copacabana é ‘ótima’

Demétrio Vecchioli

11 de setembro de 2015 | 18h58

A Federação Internacional de Natação (Fina) disponibilizou na sua página na internet um estudo do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão ligado ao governo do Rio, que mostra que a água da praia de Copacabana é apropriada para banho. Apenas durante 12 de 60 dias em que foram feitos testes neste ano, não era recomendável entrar no mar em alguma parte da orla de Copacabana.

O estudo assinado por Tânia Braga, chefe de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Organizador dos Jogos de 2016, oito vezes entre 31 de julho e 17 de agosto foram colhidas amostras em quatro pontos da praia de Copacabana. O documento publicado pela Fina mostra os resultados para enterococcus (um gênero de bactéria) e coliformes fecais.

Em todas as 64 análises, os índices observados ficavam bem aquém do limite. Em dois casos as taxas se aproximaram do teto do tolerável, ambas no dia 2 de agosto, em frente ao Hotel Sofitel, quando a proporção de coliformes chegou a 790 a cada 100ml (o limite é mil) e de enterococcus atingiu 86 (o limite é 100). O problema é que largada da maratona aquática será exatamente em frente a este hotel.

Considerando as recomendações do INEA dia a dia, o ponto de observação em frente ao Hotel Sofitel foi declarado não apropriado para banho durante 10 dias, de 60 observados em 2015. Destes, foram cinco dias entre 19 de março e 6 de abril, além de 5 de fevereiro, 11 e 25 de junho e de 23 a 27 de julho. Nos outros três pontos de coleta, em 180 observações, apenas quatro amostras apontaram que as águas não eram recomendáveis para banho.

O relatório mostra ainda uma melhora na qualidade da água das praias do Rio quando a análise é anual. Arpoador, Praia do Diabo, Copacabana, Leme e Praia Vermelha tiveram avaliação “ótima” em 2014. Isso indica que, nelas, em 80% ou mais do tempo a taxa de coliformes não passou de 250 por mililitro, enquanto de enterococcus não passou de 25.

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