Garoto de 16 anos se torna o melhor da história do tiro com arco brasileiro
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Garoto de 16 anos se torna o melhor da história do tiro com arco brasileiro

Demétrio Vecchioli

12 de março de 2014 | 22h56

Marcus Vinicius Carvalho D’Almeida

Os Jogos Sul-Americanos chegaram, nesta quarta-feira, à sua metade. No sexto dia de competições tiveram início modalidades como tênis de mesa, canoagem velocidade, tiro, tiro com arco, vela e vôlei de praia. De forma geral, os resultados flutuaram: bons em algumas modalidades, muito ruins em outras.

TIRO COM ARCO – Marcus Vinicius Carvalho D’Almeida é um fenômeno. Nesta quarta-feira, aos 16 anos, ele bateu o recorde brasileiro na fase de classificação (144 flechas), com 1.342 pontos, superando, com folgas, os 1.327 pontos feitos por Daniel Xavier, em janeiro.

Na fase preliminar do tiro com arco, atira-se em quatro distâncias diferentes. Marcus Vinicius igualou o recorde brasileiro em 30m e em 50m, ficou a um ponto a 70m e a cinco em 90m. Assim, ficou a seis pontos do recorde brasileiro ideal.

Por conta do bom desempenho dele e de Daniel Rezende (1.318) e com a ajuda de Marcos Bortolotto (1.255), o Brasil bateu o recorde nacional por equipes, com 3.915 pontos. O antigo era de  3.867, feito no Mundial do ano passado.

No feminino, Sarah Nikitin não repetiu o bom desempenho da seletiva, quando bateu o recorde brasileiro, e foi só terceira colocada na fase de classificação.

JUDÔ – Ainda que os quatro judocas que tenham subido ao tatame tenham conseguido medalha, não dá para esconder que o dia foi péssimo. Ketleyn Quadros (57kg) é medalhista olímpica e não pode perder como perdeu para a colombiana Yadinis Amaris Rocha, ficando com a prata. Da mesma forma, não se esperava que Mariana Silva (63kg), olímpica em Londres, fosse perder na estreia para uma equatoriana e ficar apenas com o bronze.

No meninos a pressão era menor. Afinal, ambos chegaram só agora à seleção brasileira. Vinicius Sakamoto, de 21 anos, ficou com o bronze na categoria até 66kg, tendo perdido a semifinal para um venezuelano. Já Eduardo Katsuhiro (81kg), de 22, em quem a CBJ deposita confiança, fez o que dele se esperava e voltará para casa com a medalha de ouro.

TÊNIS DE MESA – Era obrigação do Brasil voltar com duas medalhas de ouro por equipes. Mas os homens, com força máxima, decepcionaram. Na final, contra a Argentina, Gustavo Tsuboi perdeu suas duas partidas e Thiago Monteiro/Cazuo Matsumoto foi derrotado também nas duplas. A prata é muito pouco para quem sempre venceu em nível pan-americano, inclusive. Já no feminino, nenhum trabalho para Caroline Kumahara, Gui Lin e Jessica Yamada faturarem o título sem perder um único jogo.

TIRO – Nesta quarta-feira, uma única disputa, na fosse double masculina. Jaison Santin ficou com a prata. Resultado dentro do esperado, só isso.

CANOAGEM VELOCIDADE – A equipe brasileira de canoa no masculino é uma das melhores do mundo, mas no caiaque os atletas até tiveram que pagar do bolso para ir ao Mundial. Logo, só dá para cobrar resultados na canoa. E elas vieram. Com Isaquias Queiroz, no C1 1000m, e a dupla Erlon Souza/Ronilson Oliveira no C2 1.000m.

No caiaque, em provas de mil metros, olímpicas, o Brasil ainda ganhou prata no K4 (Celso de Oliveira Junior, Vagner Souta, Gilvan Ribeiro e Edson Isaias Freitas), no K2 com Vagner e Gilvan, e o K1, com Celso. As vitórias foram argentinas.

CICLISMO DE PISTA – Na velocidade por equipes feminina, bronze para Gabriela Yumi e Wellyda Santos, vencendo só o Chile. Na perseguição por equipes masculina, quarto e último lugar para o Brasil de Armando da Costa, Thiago Nardin, Leandro Alves e Gideoni Rodrigues. Dentro do esperado para uma disciplina que engatinha no País, infelizmente.

ESGRIMA – Bom resultado no sabre feminino, com final entre Karina Lakerbai e Elora Ugo, que ficaram, respectivamente, com ouro e prata. Ambas só tiveram trabalho na semifinal. Já na espada masculina Athos Scwantes estreou vencendo o compatriota Nicolas Ferreira, mas perdeu nas quartas, para um venezuelano. Esperava-se resultado melhor do atleta olímpico do Brasil.

COLETIVOS – A seleção masculina de handebol não teve dificuldades para fazer 41 a 14 no Paraguai. No futebol feminino, 2 a 1 na Colômbia. O hóquei feminino marcou seu primeiro gol na competição, na terceira partida, e venceu o Paraguai por 3 a 1. No masculino, 4 a 1 na Venezuela.

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