George Hilton deve manter equipe que coordena a preparação olímpica
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George Hilton deve manter equipe que coordena a preparação olímpica

Demétrio Vecchioli

02 de janeiro de 2015 | 15h26

Leyser trabalhou como mediador para encerrar a crise entre a CBBoxe e a medalhista olímpica Adriana Araújo.

Leyser trabalhou como mediador para encerrar a crise entre a CBBoxe e a medalhista olímpica Adriana Araújo.

A um ano e meio dos Jogos do Rio/2016, o novo ministro do Esporte, George Hilton, indicou que pretende manter a estrutura que dá suporte à preparação dos atletas do País para a Olimpíada. Em reuniões reservas durante a semana, o pastor evangélico, que assumiu o cargo nesta sexta-feira, convidou a cúpula da secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento para continuar na função. Se disse “não entender profundamente” de Esporte, ao menos manteve quem entende.

A secretaria de Alto Rendimento é gerida há cinco anos por Ricardo Leyser Gonçalves, do PCdoB paulista, que desde 2001 trabalha com esporte, primeiro na prefeitura de São Paulo (2001/2003) e desde 2003 no ministério. Assessor do ministro Agnelo Queiroz, o primeiro comunista a assumir o ministério, Leyser passou pela secretaria Nacional de Esporte Educacional e, entre 2005 e 2007, foi o secretário-executivo para os Jogos pan-americanos de 2007, no Rio.

Após o Pan, ele passou a ser o coordenador do governo federal na candidatura olímpica para os Jogos de 2016. Quando o Rio venceu o pleito, Leyser foi designado para cuidar que, esportivamente, o Brasil não fizesse feio na Olimpíada. Graças ao trabalho dele, foi criado o Plano Brasil Medalha, que, ao custo de prometido R$ 1 bilhão, oferece equipe multidisciplinar e bolsa de até R$ 15 mil aos atletas com chance reais de medalha em 2016.

O anúncio da substituição de Aldo Rebelo por George Hilton, passando o ministério do Esporte do PCdoB para o PRB, causou apreensão entre dirigentes e atletas de confederações olímpicas. O temor era principalmente pelo fim das ações que colocaram o Brasil no top10 de medalhas em Mundiais em 2013 – o número expressivamente menor de eventos mundiais no ano passado impediu a mesma contabilidade.

Nesta sexta-feira, na transmissão de cargo, George Hilton acalmou o olimpismo prometendo manter a Bolsa Pódio e a Bolsa Atleta, entre outros. “Será mantido o programa de infraestrutura esportiva, com a formação da Rede Nacional de Treinamento e a construção dos Centros de Iniciação ao Esporte, os CIEs. Será mantido o programa de controle de dopagem. Vou manter as ações de incentivo ao futebol feminino. E pretendo liderar o processo de debates com o Congresso Nacional para renovação da Lei de Incentivo ao Esporte, cujo prazo de validade expira neste ano de 2015”, garantiu o novo ministro, citando todas as principais ações da secretaria de Alto Rendimento. Hilton não aceitou conceder entrevista desde que foi anunciado pela presidente Dilma. Nesta sexta, só discursou.

Se Leyser continua, o secretário-executivo Luis Fernandes, porém, vai deixar o ministério. Cientista político, sem ligação com esporte até assumir o cargo, ele vai voltar, com Aldo Rebelo, para o Ministério da Ciência e Tecnologia, do qual foi secretário-executivo no primeiro mandato do presidente Lula.

George Hilton ainda não indicou quem fica com a secretaria-executiva, no lugar de Luis Fernandes. Especula-se que a presidente Dilma Rousseff passe à Casa Civil, comandada por Aloizio Mercadante, a interlocução com o COI (Comitê Olímpico Internacional) e com o Comitê Organizador dos Jogos do Rio/2016. Luis Fernandes fazia ambas as funções.

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