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George Hilton se reúne com CBDU e promete brigar para manter Universíada

Demétrio Vecchioli

08 de janeiro de 2015 | 19h36


O novo ministro do Esporte, George Hilton (PRB), se reuniu nesta quinta-feira com o presidente da CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), Luciano Cabral, e prometeu empenho em dissuadir o governo do Distrito Federal da decisão de abrir mão da organização da Universíada de 2019. O terceiro maior evento poliesportivo do mundo costuma reunir 12 mil atletas e seria realizado em Brasília.

Ainda antes de Rodrigo Rollemberg (PSB) assumir como governador do Distrito Federal, o chefe de casa civil Hélio Doyle anunciou que o governo local comunicaria à FISU (Federação Internacional de Esporte Universitário) que Brasília não vai mais organizar a Universíada.

“O governador achou muito arriscado assumir agora o compromisso de desembolsar o montante necessário para realizar o Universíada. Foi uma questão de prioridade diante da grave situação financeira que estamos atravessando”, explicou Doyle, em 23 de dezembro.

Hilton assumiu o Esporte na segunda-feira prometendo dedicação ao esporte educacional e agora promete trabalhar, junto à CBDU, para que o direito de organizar a Universíada não seja perdido pelo País. No Distrito Federal, a pasta de Esporte pertence ao PRB desde o governo Agnelo Queiroz (PT). Atualmente, a secretária é a ex-jogadora de vôlei Leila, candidata derrotada a deputada distrital.

Já governada por Agnelo (ex-ministro do Esporte), em 2011 Brasília tentou receber a Universíada de 2017, sem qualquer apoio do Governo Federal e em uma candidatura que não teve nenhuma divulgação. Taipei (Taiwan), porém, venceu a eleição por 13 votos a nove. Na época, Agnelo estimou em R$ 230 milhões o investimento do governo do Distrito Federal na organização do evento.

Brasília voltou a concorrer à Universíada em 2013, quando acabou sendo única candidata (Baku, no Azerbaijão, desistiu de última hora). Assim, com o apoio da presidente Dilma, recebeu o direito de organizar o evento em 2019. Desde então, porém, nada se falou sobre custos.

Sabe-se que havia a previsão de construção de quatro estruturas permanentes (para tênis, tênis de mesa, badminton e lutas) e outras quatro provisórias. O maior investimento, porém, seria para levantar uma Vila Olímpica com 2.496 apartamentos, com capacidade de receber 12 mil atletas.

Agnelo chegou a falar em investir R$ 230 milhões no Centro Olímpico da UNB (Universidade de Brasília), que é onde aconteceriam a maior parte dos eventos. A reforma no local, porém, foi custeada pelo ministério do Esporte, que destinou cerca de R$ 22 milhões. Assim, a estrutura ainda não é compatível com a grandiosidade da Universíada – seriam necessárias novas obras para deixar o local no mínimo parecido com as ilustrações do vídeo de apresentação da candidatura.

A CBDU tem forte interesse na realização da Universíada em Brasília. Afinal, no projeto apresentado à FISU existia a promessa da construção de uma nova e moderna sede para a entidade, com um amplo centro de treinamento. A reportagem procurou a CBDU, que afirmou que o presidente Luciano Cabral só vai se pronunciar na semana que vem.

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