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Governo vai bancar treinos, viagens, treinadores e staff para o hipismo de alto rendimento

20 de março de 2013 | 03h00

Cavaleiros reunidos no Jóquei

Cavaleiros reunidos no Jóquei

A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e o ministério do Esporte apresentaram nesta terça, no Jóquei de São Paulo, uma parceria para manter equipes regulares nas três categorias da modalidade: saltos, CCE e adestramento. Curiosamente, é neste último, no qual o Brasil menos tem resultados expressivos, é que o investimento será mais alto.

No total, o convênio vai aportar R$ 6,5 milhões na CBH. Cada seleção tem um plano de trabalho que inclui treinamentos e competições no Brasil e no exterior. Os recursos vão custear

– a contratação de chefe-técnico estrangeiro e estruturação de comissão técnica permanente (auxiliar técnico, treinador, veterinário, psicólogo, preparador físico e gerente técnico);
– a realização de clínicas de treinamento no Brasil com treinador estrangeiro;
– ajuda de custo aos atletas para manutenção dos cavalos;
– serviços de apoio aos atletas na Europa e participação em provas internacionais de alto nível.

A equipe de salto vai receber R$ 1,6 milhão desse montante, custeando 13 conjuntos. Para o mesmo número de conjuntos, o CCE terá à disposição R$ 1,8 milhão. Já o adestramento, vai ganhar R$ 3 milhões para manter 16 conjuntos. Todos terão equipe de base.

Dentro da política do governo de usar bancos, autarquias e estatais para patrocinar o esporte olímpico, o BNDES será o responsável por repassar dinheiro ao hipismo (o banco já ajuda a canoagem de velocidade). O repasse será por meio do Plano Brasil Medalhas 2016.

Vale ressaltar que hipismo é um esporte caro porque não basta colocar o atleta no avião, hospedá-lo, alimentá-lo, e trazê-lo de volta ao Brasil depois de alguns dias. É preciso também levar o cavalo para fora do País e este custo é alto, porque a viagem é cara e porque exige grandes cuidados no local da prova.

Além disso, é importante esse financiamento aos atletas que estão na Europa. Afinal, eles têm a facilidade de já estarem perto das principais provas internacionais, diminuindo o “frete”.

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