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Brasileiras do handebol jogam na Argentina três dias depois de feito histórico na Europa

danielsilva

19 de março de 2013 | 02h58

 

Alexandra fez oito gols contra o Dinamo Volgograd. Azar da goleira Maysa, sua companheira de seleção

Alexandra fez oito gols contra o Dinamo Volgograd. Azar da goleira Maysa, sua companheira de seleção

Ao que tudo indica, o pessoal do handebol que faz o calendário da modalidade no mundo aprendeu com a turma do futebol. Nesta semana, a partir de terça-feira, acontece em Mar del Plata, Argentina, o Campeonato Sul-Americano. Para não dar sopa para o azar (a competição vale vaga no Pan, que vale vaga no Mundial), o técnico Morten Soubak decidiu convocar praticamente o que tem de melhor. O problema é o tal do calendário.

No sábado aconteceu a última rodada das quartas de final dos três torneios continentais na Europa. E diversas das jogadoras da seleção estiveram em quadra. Depois, correram pegar um voo para Buenos Ares.

A armadora Duda, por exemplo, classificou o  Györi Audi para as semifinais da Liga dos Campeões. Recuperando-se do AVC, Dani Piedade ajudou a levar o Krim Mercator, da Eslovênia, para a mesma etapa. Mas Dani não foi convocada para o Sul-Americano. Ficou pelo caminho o russo Zvezda, da ponta Samira, e o dinamarquês Randers, da goleira Chana.

Formado por oito brasileiras e seis europeias, o austríaco Hypo avançou à semifinal da Liga Europa. Dessas, só duas (Karoline e Mayara) não estão com a seleção na Argentina. O espanhol Balonmano Bera Bera, de Adriana e Daly também passou, assim como o russo Dinamo Volgograd, de Jacqueline e Maysa. O francês Issy Paris Hand, de Karen, parou nas quartas de final. Dessas, só Adriana foi convocada

Tudo isso pra dizer o que? 16 brasileiras estão nos melhores times de Europa. E elas são as únicas não europeias nestas competições. Ou seja: as brasileiras superaram uma grande barreira cultural.

E pra ficar ainda mais legal: Soubak não precisa convocar todo mundo. Apesar de ter tantas boas jogadoras à disposição, ainda assim ele chamou quatro atletas que jogam no Brasil, mostrando que o handebol por aqui não morreu. São elas Nadyne, Tamires, Déborah e Francielle. Completam a seleção duas jogadoras que atuam na França.

Qualquer resultado que não um atropelamento das brasileiras sobre as rivais em Mal del Plata será uma grande surpresa. Até porque as jogadoras do Brasil precisam continuar jogando em alto nível. Uma semana depois tem semifinais das competições europeias.

“Vamos entrar com o forte objetivo de vencer o campeonato. As atletas que estão na Europa estão vindo de muito jogos fortes internacionais, em campeonatos como a Liga dos Campeões. Elas estão com um ritmo muito bom e temos que aproveitar esse ótimo momento”, comentou o técnico Morten Soubak, via assessoria.

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