Imbatível, Larissa vence Juliana pela sexta vez seguida em dois meses
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Imbatível, Larissa vence Juliana pela sexta vez seguida em dois meses

Demétrio Vecchioli

26 Setembro 2014 | 20h33

Duas gravidezes interrompidas em nem 12 meses, um ano e meio sem pegar em uma bola de vôlei, quase dois anos sem competir. Isso aos 32 anos. O que não faltavam eram motivos para duvidar do retorno de Larissa ao vôlei de praia. Dois meses e trinta vitórias seguidas depois, não há mais muito o que contestar.

Ninguém sofreu mais com o retorno de Larissa do que Juliana – e o sentido aqui não é de abandono. É de derrota mesmo. Mais precisamente seis. Desde que Larissa voltou ao vôlei de praia, ao lado de Talita, já são seis vitórias seguidas sobre Juliana/Maria Elisa, a última delas nesta quinta-feira, pelas quartas de final do Grand Slam de Barueri (SP).

“Cada jogo é diferente. Hoje está tendo uma rivalidade maior. Quem perde quer sempre vencer no próximo. E quem venceu quer estar ligado para não perder. Os jogos vão ser bonitos e vai vencer quem estiver melhor preparado”, diz Larissa, que evita, a todo custo, tratar de uma suposta rivalidade com a ex-companheira de nove anos.

Juntas, Larissa e Juliana ganharam quase tudo o que podiam. Elas se separaram em um momento em que a dupla já dava sinais de cansaço e a expectativa no mundo do vôlei de praia era que, quando Larissa voltasse (e todos sabiam que isso aconteceria) a dupla seria refeita. Maria Elisa mesmo não escondia a insegurança com o futuro de sua parceria com Juliana. Larissa, porém, preferiu Talita, para formar um time tem tudo para chegar como favorito ao ouro em 2016.

“A gente ta bem focada no nosso time, concentrada. A gente sabia que precisava formar um time forte, o nível está bem alto. Todo mundo está num nível alto. A temporada está chegando ao fim, esse é o melhor momento do ritmo de jogo para todo mundo. Nosso time está construindo ainda, tendo a nossa cara.”

Enquanto Larissa dava a declaração que você leu acima, na saída da sexta vitória sobre Juliana/Maria Elisa, Juliana passou por trás dela e deu uma topada dolorida numa estrutura que cobria os fios rentes ao chão. “Ai!!!” O grito alto foi dois metros atrás de Larissa, que se virou, olhou rapidamente, e sequer interrompeu o raciocínio. Na saída da quadra, as duas já haviam se cumprimentado apenas cordialmente – elas não são amigas.

Se para Larissa o resultado valeu como terceira semifinal seguida de Grand Slam (são dois títulos, além de dois ouros no Circuito Brasileiro), Juliana não tem muito o que comemorar. A dupla dela até vai encerrar o ano como melhor brasileira no Circuito Mundial (o que dá garantia de convocação para toda a temporada 2015), mas é fato que, hoje, Juliana/Maria Elisa está muito abaixo de Larissa/Talita. Aliás, todas as outras duplas estão. Para ter certeza, falta enfrentar Wash/Ross, já eliminadas em São Paulo. Vai ficar para o ano que vem.