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Japão volta a ser algoz e vence Brasil no masculino e feminino

Demétrio Vecchioli

21 de outubro de 2013 | 17h37

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A seleção feminina de judô do Brasil pode ser fortíssima, mas ainda está um passo atrás da japonesa. A prova veio neste sábado, quando perdeu a final do World Combat Games, em São Petersburgo (Rússia), e ficou com a medalha de prata mesmo tendo levado praticamente força máxima à competição. No masculino, derrota para o Japão logo na estreia. Depois, na repescagem, ainda deu para beliscar um bronze.

O preocupante é que as melhores judocas brasileiras têm tido dificuldades contra quaisquer atletas japonesas, independente do nível delas. No World Combat Games, o time do Japão era reserva do reserva. Enquanto isso, o Brasil foi com quatro titulares e a jovem Ana Carla Grincevicus, que não decepcionou, segundo Ney Wilson.

“Gostei muito da forma com a Ana Carla Grincevicus se comportou na competição, especialmente por ser a estreia dela. Precisamos trabalhar mais e melhor contra as japonesas. Nos outros dois confrontos, lutamos muito bem”, disse Ney Wilson, sem esconder a decepção com o resultado do time.

Não vi as lutas, mas pelo resultado já dá para ter uma ideia do que pode ter acontecido: simplesmente as japonesas sabiam neutralizar as brasileiras.  As quatro derrotas foram por punições. Ninguém aplicou golpe. Quando já estava tudo decidido, Maria Suelen venceu por wazari. Antes, vitórias sobre o pouco tradicional Casaquistão e sobre o time reserva da França.

No masculino, mesma história, só que em ordem inversa. A participação brasileira já começou com derrota para o Japão. “Numa competição por equipes, muitas vezes quando uma luta não sai como previsto acaba interferindo nas lutas seguintes. Foi o caso do confronto contra o Japão”, disse Ney Wilson, provavelmente se referindo ao revés de Gabriel Chibana diante de Shogo Maeno.

Depois, Eduardo Katsuhiro, Victor Penalber e Eduardo Bettoni também perderam suas lutas por ippon. Rafael Silva venceu quando o confronto estava decidido. O Baby, aliás, fez três lutas na Rússia, e venceu todas pelo golpe perfeito, decidindo o confronto contra a Geórgia, e depois cumprindo tabela diante da Alemanha, quando o bronze estava garantido. Eduardo Katsuhiro, estreante na seleção, venceu duas lutas, assim como Chibana. Eduardo Bettoni, porém, perdeu todas por ippon.

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