Jogos Sul-Americanos mostram Brasil soberano na maioria das modalidades
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Jogos Sul-Americanos mostram Brasil soberano na maioria das modalidades

Demétrio Vecchioli

18 de março de 2014 | 23h42

Ainda que o desempenho do Brasil em algumas modalidades tenha deixado a desejar (uma análise detalhada será publicada nos próximos dias), não dá para esconder que os Jogos Sul-Americanos de Santiago, encerrados nesta terça-feira, tenham mostrado que o País cumpre bem o seu papel de hegemonia no esporte olímpico em âmbito continental.

Exclua modalidades não olímpicas (boliche, esqui aquático, patinação) e disputas coletivas das quais o Brasil ou não participou ou levou time B. Também a vela, que só tinha duas classes olímpicas e o golfe, disputado por amadores. Chegamos a 25 modalidades nas quais é possível fazer algum juízo de valor sobre o trabalho do COB e das confederações nacionais.

Dessas 25, em 16 o Brasil liderou o quadro de medalhas. Nas demais nove, em três ficou em segundo. Problemas macro (que dizem respeito a toda a confederação, não a uma disciplina), só no hóquei sobre grama (quarto lugar no masculino e no feminino), no levantamento de peso e na luta, modalidades em que o Brasil fica atrás de Colômbia, Venezuela e Equador. O tae kwon, em sétimo, precisa rever seus caminhos com urgência.

Em duas modalidades, em especial, o Brasil subiu postos. Na esgrima, a regra era ficar atrás da Venezuela, que tem até campeão olímpico. Em Santiago, os venezuelanos ficaram para trás.  O mesmo vale para o tiro com arco, modalidade na qual a Colômbia tem grande tradição, mas foi superada pelos brasileiros este ano.

Em atletismo, handebol, hipismo, ginástica, judô, maratonas aquáticas, natação, tênis de mesa e vôlei de praia, a vitória brasileira é absolutamente normal e esperada. O tiro também era favorito. Nos saltos ornamentais, a disputa de apenas três provas (de oito do programa olímpico) deixa a avaliação imprecisa. É dos colombianos a hegemonia continental, tradicionalmente.

Na canoagem, o Brasil ficou atrás da Argentina. Se as provas de slalom tivessem sido realizadas, o cenário provavelmente seria outro. No ciclismo, apesar do atraso nas provas de pista, o Brasil só ficou atrás da Colômbia, que tem muito mais tradição sobre duas rodas. O remo também perdeu só da Argentina, mas o excesso de disputas canceladas deixa a avaliação injusta. O lugar correto do Brasil, porém, é mesmo o segundo.

O BRASIL LIDEROU EM: (total de medalhas/número de ouros) Atletismo (41/14), Handebol (2/2), Boxe (6/11), Saltos Ornamentais (2/2), Hipismo (3/9), Esgrima (4/8), Ginástica (12/25), Judô (5/14), Maratonas Aquáticas (2/3), Nado Sincronizado (1/1), Natação (18/37), Pentatlo Moderno (2/5), Tênis de Mesa (5/9), Tiro (4/11), Tiro com Arco (3/5) e Vôlei de Praia (2/4).

NÃO LIDEROU EM: Canoagem (11/5, em segundo),  Ciclismo (4/11, em segundo), Hóquei (em quarto), Levantamento de Peso (1/7, em quarto), Luta (2/8, em quarto), Remo (1/2, em segundo), Rúgbi Sevens (1/1, em segundo), Tae Kwon Do (0/5), e Triatlo (1/2, em terceiro).

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