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Juliana Veloso volta de gravidez em Taça Brasil de baixo nível

Demétrio Vecchioli

05 de dezembro de 2013 | 19h00

Principal competição dos saltos ornamentais do segundo semestre no País, a Taça Brasil, realizada no último fim de semana, no CEFAN (no Rio) foi frustrante. A competição contou com a o retorno de Juliana Veloso após a segunda gravidez dela, mas os resultados não levam o Brasil praticamente a lugar nenhum. Literalmente. Com as notas vistas na competição, só um atleta conseguiria os índices que são sempre exigidos pela CBDA para competições internacionais.

Seria Ian Matos (Abrasso-DF), que venceu o trampolim de 3m com 397.90 pontos, superando por pouco os 395 exigidos como índice. Ian é um dos atletas que fez dois períodos de estágio na China com a nova treinadora da seleção brasileira, a chinesa You Fen. O grupo passou cerca de três meses numa universidade de lá e voltou ao Brasil em meados de novembro.

Inicialmente, a treinadora não desejava que esse grupo de atletas competisse até atingir um nível mínimo exigido por ela. Mas eles precisam participar de competições para continuar ganhando o Bolsa Atleta. Aí não teve jeito – nem férias. Pelo jeito, ninguém se preparou especialmente para a competição.

Na plataforma, Hugo Parisi (Mackenzie-DF) venceu com 384.70. Abaixo dos índices e também do que ele costuma render. Foi sua primeira competição desde o doping que o tirou do Mundial. A prata foi para Rui Marinho (366.15), enquanto o segundo lugar no trampolim ficou com Luiz Felipe Outerelo, do Fluminense, com 358.60. A boa novidade foi o bronze de Bira Barbosa (Pinheiros) nas duas provas.

Um adendo: o Brasil confia que terá vaga garantida nas provas sincronizadas em 2016. Na plataforma, o planejamento inicial era ter Hugo e Rui. No trampolim, Ian e Luiz. Exatamente primeiro e segundo colocados nessas provas no individual na Taça Brasil. Dos quatro, só Hugo não estava na China.

FEMININO – Entre as mulheres, a esperança é numa nova geração ainda juvenil. A melhor delas, Ingrid Oliveira (Flu) venceu na plataforma com 295.45 pontos, resultado que lhe valeria o 15º lugar na fase de classificação do Mundial. Depois de Ingrid vieram Luana Lira (CIEF-Paraíba, 276.05), Giovana Pedroso e Andressa Mendes (ambas da APOE-Rio, com 270.20 e 250.45).

No trampolim, Juliana Veloso ainda está abaixo do que pode render. Mas não teve adversárias. A atleta do Fluminense venceu com 263.75 pontos, seguida das também veteranas Milena Sae (CSCA-Campinas) e Tammy Galera (Flu). Nenhuma dessas duas deve ir aos Jogos do Rio, pelo menos na prova individual.

SINCRONIZADO – Ian e Luiz venceram no trampolim com 331.47 pontos (o índice para o Mundial foi 380). No feminino, Tammy e Juliana fizeram 263.10, chegando perto dos 280 que a CBDA há alguns anos cobra como índice.

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