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Lesão de Rebeca complica caminho da ginástica à Olímpiada

Demétrio Vecchioli

29 de junho de 2015 | 17h31

A ginástica artística feminina brasileira sofreu um duro golpe. Principal nome da equipe, a jovem Rebeca Andrade, de apenas 16 anos, sofreu uma lesão grave no joelho, vai precisar ser operada, e está fora tanto dos Jogos Pan-Americanos quanto do Campeonato Mundial, conforme informou reportagem do colega Marcos Guerra, do GloboEsporte.com.

O prejuízo é enorme tanto do ponto de vista competitivo (sem Rebeca o Brasil terá muitas dificuldades em se classificar para a Olimpíada pelo Mundial) quando do psicológico. Afinal, Rebeca chegaria ao Rio-2016 sem nunca ter lidado com a pressão de uma grande competição. No ano passado, também perdeu os Jogos Olímpicos da Juventude por lesão.

Na ponta do lápis é possível medir o impacto da ausência de Rebeca no Mundial, que vai classificar as oito primeiras equipes à Olimpíada. Do nono ao 16.º lugares se garantem no Pré-Olímpico, que distribui mais quatro vagas. Se a equipe não for, o Brasil terá só uma ginasta no Rio.

Mas vamos às contas: em maio, a garota do Flamengo participou com a seleção brasileira de uma competição na Bélgica e somou 55.350 pontos na soma dos quatro aparelhos nas eliminatórias. Depois, nas finais, acertou o salto e a trave, aparelhos em que falhara no dia anterior. Foi a potenciais 59.200 no individual geral, resultado que faz dela candidata a medalha no Mundial.

Com Rebeca disponível, o Brasil teria ela, Flávia Saraiva, Daniele Hypolito, Letícia Costa, Julie Kim e Jade Barbosa. Cinco se apresentam por aparelho e quatro notas são consideradas. Haveria margem de erro. Considerando as melhores notas recebidas por cada atleta em dois eventos por equipes recentes (o Flanders, na Bélgica, e o Sul-Americano), o Brasil poderia somar na casa de 226.000 pontos no Mundial. O equivalente ao quarto lugar por equipes do Mundial do ano passado.

Sem Rebeca, a seleção passa a ter apenas cinco atletas que pontuam bem, ficando praticamente sem margem de erro, aumentando a pressão sobre Flávia, Dani e Rebeca. A nota potencial cai cinco pontos, para 221.000, uma margem de apenas cinco para a Alemanha, que foi a nona colocada no Mundial passado. Lembrando que não estamos contando com os erros, que são normais.

Nunca foi segredo para ninguém, entretanto, que o cenário era esse. Com Rebeca, Flávia, Daniele e Jade disponíveis, o Brasil iria à Olimpíada com folgas e disputaria medalhas tanto no Mundial quanto na Olimpíada. Sem uma delas (especialmente Rebeca ou Flávia), a vaga ficaria difícil. Sem duas, impossível. Agora, será fundamental cuidar para que ninguém mais se machuque e Rebeca volte bem.

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