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Luciano Corrêa é destaque brasileiro em Buenos Aires e Montevidéu

Demétrio Vecchioli

25 de março de 2013 | 12h23

Nathália BrigidaO judô brasileiro participou, nos dois últimos fins de semana, de duas etapas da Copa Continental, a antiga Copa do Mundo. Com seu time B, senão C, o Brasil enfrentou bons nomes da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos e alguns japoneses de terceiro escalão em Montevidéu. Em Buenos Aires chegou parte da seleção principal da Rússia. De resto, praticamente um Campeonato Latino-Americano. (Update: a CBJ divulgou os resultados do Sul-Americano)

Vou destacar aqui os brasileiros que se saíram melhor:

Eric Takabatake (até 60kg) – É quase um novato em competições internacionais e se saiu bem, faturando duas medalhas de prata. Perdeu para o campeão olímpico em Buenos Aires e para um inglês mais experiente em Montevidéu. É o quarto brasileiro da categoria. 

Charles Chibana (até 66kg) – O jovem de 23 anos perdeu do oitavo melhor do mundo em Buenos Aires e foi campeão em Montevidéu. Deve virar o segundo brasileiro do ranking.

Alex Pombo (até 73kg) – O atleta de 24 anos foi o segundo colocado em Montevidéu, perdendo para o compatriota Marcos Seixas, e faturou o bronze em Buenos Aires. 

Marcos Seixas (até 73kg) – Venceu em Montevidéu e foi o quinto colocado em Buenos Aires, sendo surpreendido por um ganês.

Felipe Costa (até 81kg) – Da mesma categoria de Victor Penalber e Leandro Guilheiro, foi campeão em Buenos Aires vencendo um dos medalhistas de bronze na última Olimpíada e ficou em terceiro em Montevidéu. 

Eduardo Santos (até 90) – Rival de Tiago Camilo e Hugo Pessanha por uma vaga na seleção, foi campeão em Montevidéu e bronze em Buenos Aires. Deve seguir como terceiro nome da categoria. Na final do Sul-Americano, venceu o também brasileiro Eduardo Silva

Luciano Corrêa (até 100) – Depois de perder para Renan Nunes o posto de melhor brasileiro no ranking, Corrêa voltou em grande fase e foi medalhista de ouro em Buenos Aires vencendo o russo campeão olímpico. Em Montevidéu foi surpreendido por um jovem britânico e ficou com a prata. Já no Sul-Americano venceu suas três lutas por ippon, derrubando um colombiano, um venezuelano e um equatoriano.

Walter Santos (+100kg) – Outro que tem concorrência dura, de Rafael Silva e David Moura. Só lutou em Buenos Aires, onde foi campeão. É a terceira força do País.

FEMININO

Nathalia Brígida (até 48kg) – A garota de 20 anos tem a dura missão de concorrer com Sarah Menezes e a também jovem Gabriela Chibana. Em Montevidéu, perdeu para a japonesa número 27 do mundo. Foi campeã em Buenos Aires, mas levou o troco da equatoriana no Sul-Americano.

Raquel Silva (até 52kg) – A irmã da Rafaela Silva perdeu de uma novata chinesa em Montevidéu e de uma irlandesa experiente em Buenos Aires. Somou duas pratas e deve aparecer entre as 50 melhores do mundo.

Katherine Campos (até 63kg) – Melhor brasileira no ranking mundial desta categoria, no 18º lugar, somou 120 pontos no giro sul-americano. Perdeu de Hannah Martin (EUA) nas quartas de final em Montevidéu e deu o troco na final de Buenos Aires.

Talita Morais (até 78kg) – Não foi testada. Com poucas inscritas, fez apenas quatro lutas na soma dos dois torneios. Venceu duas. De qualquer forma, pode ser a reserva direta de Mayra Aguiar.

Rochele Nunes (+78kg) – É o segundo nome da categoria, atrás de Maria Suelen. Fez apenas cinco lutas no giro, vencendo quatro. Foi campeã em Montevidéu e prata em Buenos Aires. Depois, venceu o Sul-Americano com quatro vitórias no pentagonal.

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