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Luciano Corrêa elogia torcida ‘especializada’ em judô

Demétrio Vecchioli

30 de agosto de 2013 | 13h46

O brasileiro está aprendendo a acompanhar a uma luta de judô. A análise é de Luciano Corrêa, campeão mundial no Rio em 2007, mas que foi derrotado na sua segunda luta na categoria até 100kg do Mundial, neste sábado, no Ginásio do Maracanãzinho.

“Essa atmosfera é muito legal. Os brasileiros estão aprendendo judô. A gente vê o pessoal pedindo shidô na hora certa. Isso é muito bom”, disse o brasileiro, logo após a derrota diante do francês Cyrille Maret.

De fato o Maracanãzinho tem recebido bom número de fãs de judô, que vêm ao ginásio carioca para acompanhar lutas e não apenas para assistir a um Mundial. Quando o árbitro demora a dar comando de matê (paralisar a luta) ou de shidô (punição) que favoreça um brasileiro, um grande ruído começa a tomar conta do ambiente.

Os mais íntimos com a modalidade ainda arriscam pedidos por golpes específicos. Até a crítica aos árbitros é especializada: “shidô blue, shidô blue”, pedem os torcedores, indicando que ao atleta de quimono azul deveria ser punido (quando é o brasileiro de azul, os pedidos são por “shidô white”).

Diferente de um passado recente, a torcida é pelos brasileiros e não contra os rivais. Judocas do calibre do francês Teddy Riner e do grego Illias Illadis, por exemplo, têm recebido incentivo todo o tempo. A francesa Lucie Decrosse, sexta, não parou de ser tietada quando saiu do tatame na última luta da sua carreira para se juntar à torcida.

O Rio recebe anualmente uma etapa de Grand Slam de Judô (menos importante, apenas, que o Mundial, a Olimpíada e o Masters). Além disso, a cidade sediou o Mundial em 2007. A última edição do torneio por equipes, ano passado, foi em Salvador. O Mundial volta ao País em 2015, em São Paulo.

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