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Mariana Barros é ouro e deve virar titular do meio-médio

Demétrio Vecchioli

07 de outubro de 2013 | 15h17

Não foi das mais produtivas a participação do Brasil no Grand Prix de Tashkent (Usbequistão) do Circuito Mundial de Judô. Com uma seleção reserva, o País conquistou oito medalhas de 12 possíveis. Mas só três foram de ouro. Muito pouco numa competição tão esvaziada.

Mais uma vez as mulheres se saíram bem. Mariana Barros foi ouro na até 63kg, repetindo o resultado de Almaty, mas Mariana Silva nem chegou ao pódio. Se existia uma dúvida entre as duas para ocupar o posto de titular da seleção, vago com o desempenho ruim de Katherine Campos no Mundial do Rio, não há dúvidas de a melhor opção é por Mariana Barros, do Palmeiras. Na próxima atualização do ranking ela deve aparecer como top10.

Na categoria até 70kg, mais um confronto entre Bárbara Timo e Nádia Merli, agora na final. Desta vez quem levou a melhor foi Timo, do Flamengo. As duas brigam para fazer sombra a Maria Portela e parecem em condições de igualdade.

Já na até 57kg, vitória sem problemas de Ketleyn Quadros, que foi campeã pelo segundo fim de semana seguido e deve entrar no top5 da categoria. Rafaela Silva, campeã mundial, é a terceira da lista. Se na Olimpíada o Brasil puder levar nove mulheres, Ketleyn deve ser uma delas.

Buscando pontos para entrar no top14 do mundo (o que garante vaga na seleção no ano que vem sem precisar de seletiva), Raquel Silva volta da Ásia só com o bronze conquistado no Casaquistão. Ficou em quinto neste fim de semana. Assim, não deve cumprir a meta.

MASCULINO – Só Alex Pombo passou no teste. Depois de ser campeão em Almaty, terminou com a prata em Tashkent. Deve passar Marcelo Contini no ranking e virar número 2 do País, entrando na briga pela titularidade com Bruno Mendonça, que decepcionou no Rio.

Oitavo do mundo (deve virar sexto), David Moura ganhou bronze no peso pesado depois de ser surpreendido por um alemão. Ele irá passar Walter Santos, virar o segundo do País no ranking, mas isso não significa muito diante de Rafael Silva.

Mas dois judocas em quem a CBJ deposita confiança decepcionaram. Rafael Buzacarini, que vinha muito bem na temporada, acabou sem medalhas na até 100kg. Eduardo Bettoni perdeu logo na primeira luta na 90kg.

Diego Santos, número 2 do País na até 60kg, terminou com o bronze. Já Leandro Cunha ganhou bronze, apesar da derrota na estreia (chave pequena permite isso), mas não aproveitou bem a chance que teve. A não ser que vença a seletiva, não volta tão cedo à seleção.

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