Martine Grael virou estrela solitária da vela brasileira
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Martine Grael virou estrela solitária da vela brasileira

Demétrio Vecchioli

22 de setembro de 2014 | 10h43

Registro do windsurf no Mundial de Santander

Não dá para ignorar as péssimas condições climáticas apresentadas no Mundial de Santander (Espanha), mas é impossível não mostrar preocupação com os resultados brasileiros na competição. Martine Grael e Kahena Kunze foram campeãs na 49erFX, confirmando que são as melhores do mundo da classe, mas a medalha de ouro delas foi a única do País no Mundial. Pouco para uma modalidade que precisa dar pelo menos três medalhas ao Brasil em 2016 para que seja cumprida a meta de top10 no quadro de medalhas.

Em 2013, nunca é demais lembrar, o COB comemorou que atingiu a meta e, nas suas contas (também nas minhas), fechou o ano no top10 em medalhas em Mundiais. Naquele ano, a vela, que teve Mundiais de classe, garantiu duas de ouro (Jorge Zarif e Robert Scheidt) e uma de prata (Martine).

O fato é que o resultado coletivo de Santander não se distingue muito do que o Brasil tem obtido nas principais competições da temporada. Tanto nas etapas de Hyeres (França) e de Palma de Maiorca (Espanha) da Copa do Mundo quanto na Aquece Rio (evento-teste da vela), todas previas do Mundial, o Brasil só havia conquistado uma medalha: de ouro, de Martine/Kahena. Ou seja: o resultado de Santander não é exceção. É absolutamente a regra.

Mesmo Robert Scheidt não faz boa temporada. Foi nono em Maiorca, quarto em Hyeres e quarto na Aquece Rio. Lógico que ele é candidatíssimo a uma medalha em qualquer competição em que se inscrever, mas é fato que ele já não é mais o melhor da Laser – o posto é do australiano Tom Burton.

Hoje o Brasil tem outras três embarcações que brigam por medalhas em competições de primeiro nível: Renata Decnop/Isabel Swan (12.º, sexto, 17.º e 10.º lugares respectivamente no Mundial, Aquece Rio, Hyeres e Maiorca), Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan (13º, quinto, sexto e quarto lugares, respectivamente), ambas na 470 Feminina, e Bimba na RS:X Masculina (15.º, sexto, sexto e sétimo).

Outros dois atletas estão em nível de brigar por medal race – Bruno Fontes na Laser (12.º, 12.º, oitavo, 17.º) e Patrícia Freitas na RS:X Feminina (14.º, sétimo, 19.º e 26.º, respectivamente). Campeão mundial no ano passado, Jorge Zarif vai mal na Finn. Foi 38.º no Mundial de Santander, resultado ainda pior do que vinha obtendo (quarto, nono e 19.º, além de um 19.º lugar no Europeu).

Em quatro classes o Brasil cumpre tabela. Na 470 Masculina, Geison Mendes/Gustavo Thiesen ficaram no 38.º lugar do Mundial, Marco Grael/Gabriel Borges obteve a 30.ª em Santander na 49er e Fernanda Decnop completou a competição em 29.º na Laser Radial. Na Nacra17 a seleção não tem um casal titular ainda, muito menos um barco capaz de fazer bonito na Olimpíada.

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