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Mesmo machucada, Mayra faz terceiro pódio em Mundiais

Demétrio Vecchioli

30 de agosto de 2013 | 19h00

Mesmo competindo com uma lesão no pulso direito, Mayra Aguiar anteve nesta sexta-feira a sua rotina de pódios. O tão esperado ouro não veio dessa vez, mas, com o bronze conquistado no Maracanãzinho, no Rio, a gaúcha de apenas 22 anos faturou sua sétima medalha seguida em um Mundial de Judô.

Essa sequência de pódios começou em 2006, quando Mayra Aguiar foi medalhista de bronze no Mundial Júnior (Sub-20). Na época, tinha apenas 15 anos. O talento precoce se confirmou nas edições seguintes do campeonato: prata em 2008, bronze em 2009 e finalmente o título de campeã mundial júnior em 2010.

Naquele mesmo ano de 2010, Mayra Aguiar já havia começado sua sequência de pódios na categoria adulta, com a prata no Mundial de Tóquio. Em Paris/2011, ela foi medalhista de bronze, a mesma que ganhou nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, e agora no campeonato que acontece no Rio.

Depois da Olimpíada de Londres, Mayra Aguiar só voltou a lutar em abril, quando foi campeã pan-americana. Na sequência, conquistou o título do Masters, torneio que reúne apenas as 16 melhores do ranking mundial. Também foi vice-campeã no Mundial Militar e no Grand Slam de Moscou.

Assim, virou a líder do ranking na categoria até 78kg e chegou ao Mundial do Rio como favorita. Cabeça de chave, ela estreou apenas na segunda rodada nesta sexta-feira, diante da italiana Assunta Galeone, e forçou a adversária a receber duas punições, além de aplicar um wazari no final.

Em seguida, diante da holandesa Marhinde Verkerk, Mayra Aguiar começou melhor a luta e viu a adversária levar uma punição. A brasileira, então, recebeu duas punições, o que pôs sua oponente em vantagem. Além disso, sofreu um ippon quando faltavam apenas quatro segundos para o final.

Com a derrota nas quartas de final, Mayra Aguiar caiu na repescagem, quando passou pela ucraniana Viktoriia com uma imobilização. Assim, fez a luta pela medalha de bronze diante da canadense Catherine Roberge, ganhando com um belo ippon e subindo novamente ao pódio.

Agora, o Brasil passa a ter quatro medalhas no Mundial do Rio, que acaba no domingo. E todas foram conquistadas pela seleção feminina. Antes do bronze de Mayra Aguiar, já tinha conseguido o ouro inédito com Rafaela Silva, além da prata de Érika Miranda e do bronze de Sarah Menezes.

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