Mulheres decepcionam, mas homens salvam Brasil no Pan de Judô brasileiro
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mulheres decepcionam, mas homens salvam Brasil no Pan de Judô brasileiro

Demétrio Vecchioli

27 de abril de 2014 | 08h00

O ano não começou bom para o judô feminino brasileiro e mais uma prova disso veio neste fim de semana, durante o Campeonato Pan-Americano da modalidade, em Guayaquil (Equador). Em sete categorias olímpicas, o País só ganhou uma medalha de ouro. No judô masculino, entretanto, foram sete finais, com seis títulos, além de duas medalhas de bronze. No total, 16 brasileiros foram ao pódio e apenas quatro voltam para casa sem medalha.

brasileiro judô feminino

Depois do show no Mundial do ano passado, o judô feminino brasileiro não consegue ser regular. Sarah Menezes (até 48kg) perdeu de uma cubana e ficou com a prata; Rafaela Silva (57kg) foi superada por uma norte-americana para ser vice-campeã, Mariana Barros (63kg) perdeu na semi e, machucada, não lutou pelo bronze; Maria Portela (70kg) perdeu na estreia; Samanta Soares (78kg) foi bronze e Maria Suelen Altheman (+78kg), como sempre, perdeu da cubana Ortiz. Ketleyn Quadros (57kg) e Rochele Nunes (+78kg) ganharam bronze. Título pan-americano, no feminino, só um, de Erika Miranda, na categoria até 52kg.

Já entre os homens praticamente não dava para ser melhor. Nas sete categorias olímpicas, foram seis medalhas de ouro, para: Felipe Kitadai (60kg), Charles Chibana (66kg), Alex Pombo (73kg), Victor Penalber (81kg), Tiago Camilo (90kg) e Rafael Silva (+100kg). Luciano Correa (100kg) perdeu de um cubano e foi prata. David Moura (+100kg) e Rafael Buzacarini (100kg) ainda faturaram bronze. Só Luiz Revite ficou sem medalha.

O Campeonato Pan-Americano é o último torneio (ao lado de todos os outros continentais) antes de ter início o período de classificação para os Jogos Olímpicos. Para os campeões do judô masculino, o título influencia em duas frentes: ajuda a ficar à frente dos rivais caseiros e, assim, ter prioridade de convocação para outros torneios grandes, como o Mundial e Grand Slams. Além disso, permite subir no ranking e, assim, ter chave privilegiada.

No ranking mundial, são considerados os cinco melhores resultados de cada atleta. Um sexto, extra, entra na conta se ele for de torneio continental ou Masters. Quem tem dois bons resultados nesses torneios (vale também o continental e o Masters 2013) pode fazer usar os pontos como um dos cinco torneios que valem pontos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: